terça-feira, 6 de janeiro de 2015

MORRE PRIMEIRA JUDIA A SER COROADA “MISS AMERICA”

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Bess Myerson estava com 90 anos. Ela recebeu prêmio máximo de beleza em 1945.

Victor Grinbaum – MENORAH BRASIL

Morreu no dia 14 de dezembro em Santa Mônica, na Califórnia, Bess Myerson, a primeira e única mulher judia a ser coroada “Miss América”, em 1945. A morte de Myerson, que sofria de demência, foi anunciada somente nesta segunda-feira.

Nascida no bairro nova-iorquino do Bronx em 16 de julho de 1924, Bess era filha de um casal de imigrantes russos pobres. Estudou piano desde a infância e seu primeiro trabalho foi como professora do instrumento musical. Mas aos 21 anos, ela se tornou famosa nos Estados Unidos ao ser eleita “Miss América”, representando Nova York. Alta, sorridente e dona de uma belíssima cabeleira castanha, ela não teve dificuldades para vencer as demais concorrentes, embora os organizadores do certame quase a tenham obrigado a adotar um pseudônimo “menos judaico”. Ela se recusou. Na ocasião, espalhou-se a versão de que Bess se inscrevera no concurso de miss pensando apenas em ganhar o suficiente para adquirir um piano de cauda, e assim melhorar suas aulas. Após deixar de ser miss, ela se engajou em diversas entidades de direitos civis, entre elas a Anti-Defamation League, que combate o antissemitismo.

A partir de 1954, Bess se tornou apresentadora de televisão, além de palestrante. Nos anos 70, tentou a carreira política ao lado do então parlamentar Ed Koch, que acabaria sendo eleito prefeito de Nova York.

Bess Myerson casou-se duas vezes e teve dois filhos. Retirada da vida pública após um escândalo envolvendo o roubo de produtos em uma loja de departamentos nos anos 80, ela morreu na obscuridade. Desde 2013 estava recolhida em uma casa de repouso para idosos, após passar por um câncer nos ovários.

EXÉRCITO DE ISRAEL SALVA FILHOTE DE CERVO QUE SERIA COMIDO POR TERRORISTAS

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Durante busca, soldados encontraram um verdadeiro arsenal, além do animal que estava prestes a ser abatido. Cervos são protegidos por lei e sua caça é proibida no Estado Judeu.

Victor Grinbaum – MENORAH BRASIL

Soldados das Forças de Defesa de Israel apreenderam no interior de uma casa em Hebron cerca de duas mil balas de fuzil, peças de reposição para rifles M16, drogas e um filhote de cervo vivo. A apreensão aconteceu durante uma operação de rotina do exército israelense, que constantemente busca esconderijos de armas usadas por militantes palestinos em ataques terroristas.

A apreensão do animal surpreendeu os envolvidos na operação. O filhote foi descoberto após um dos soldados notar ruídos estranhos que vinham do interior de um barril. La dentro, assustado, estava um pequeno cervo, que foi imediatamente levado para o Departamento de Veterinária do Zoológico Bíblico de Jerusalém, onde se encontra em tratamento. Os cervos são nativos de Israel e estão na lista de animais selvagens protegidos por lei, sendo proibidas a caça e a posse do animal.

De acordo com o inspetor-chefe Yaniv Ohana, os moradores da casa varejada admitiram que pretendiam matar e comer a carne do filhote. De acordo com informações da Autoridade Israelense de Parques Naturais, a vida selvagem nos territórios da Judeia e Samaria (mais conhecidos por “Cisjordânia”) vem sendo “dizimada” pela caça ilegal empreendida por palestinos.

NA FOTO: O filhote de cervo é levado para o Zoológico Bíblico de Jerusalém por um soldado israelense a bordo de um jipe blindado. Após ser tratado e vacinado, ele deverá ser novamente solto em um parque nacional de Israel (Israel Police Spokesman’s Unit)

PALESTINO MENTOR DE TRIPLO SEQUESTRO É CONDENADO EM ISRAEL

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Em nome do Hamas, Hussam Kawasame confessou ter planejado a captura e o assassinato de três jovens israelenses em junho de 2014. Para promotor, criminoso não considerava as vítimas como humanas por serem judeus.

Victor Grinbaum – MENORAH BRASIL

Hussam Hassan Kawasame, membro de uma numerosa família palestina com profundas ligações com o grupo terrorista Hamas, foi condenado pela Justiça de Israel após o término de seu julgamento por um tribunal militar nesta terça-feira. Ele confessou a autoria intelectual do triplo sequestro seguido de morte de Gilad Shaer, Naftali Fraenkel e Eyal Yifrah (foto), em 12 de junho do ano passado, nas proximidades de Hebron, na Judeia. A pena ainda não foi decidida, mas é provável que o criminoso seja condenado à prisão perpétua.

A condenação de Kawasame se baseou na sua admissão. Ele confessou que recebeu 200 mil shekalim (cerca de R$ 15 mil) do Hamas por realizar o sequestro e esconder os corpos das vítimas, além de armas para serem distribuídas a outros militantes terroristas. O promotor militar que acusou Kawasame declarou na corte que o criminoso “jamais viu suas vítimas como seres humanos e que ordenou suas mortes apenas porque eram judeus”.

O clã Kawasame possui um longo histórico terrorista em parceria com o Hamas. Hussam e seus irmãos têm passagens pelas prisões israelenses por conta de vários crimes. Ele já esteve preso entre 1995 e 2002, acusado de envolvimento com uma célula do Hamas responsável por atentados a bomba. Hassim Kawasame, irmão de Hussam, foi condenado à prisão perpétua por envolvimento na explosão de um ponto de ônibus em Jerusalém, em março de 2011, que matou uma turista escocesa e feriu 39 pessoas. Outro irmão, Mahmoud Kawasme, recebeu uma sentença de 20 anos de prisão por seu papel no planejamento de um duplo ataque suicida a bordo de um ônibus em Beersheba, em agosto de 2004, que matou 16 moradores da cidade e feriu mais de 100 pessoas. No entanto, Mahmoud foi um dos 1027 terroristas libertados em troca do soldado Gilad Shalit, sequestrado em 2006 por um comando do Hamas e mantido em cativeiro até 2011. De acordo com os investigadores israelenses, Mahmoud Kawasme, atualmente vivendo na Faixa de Gaza, foi o contato de Hussam com a cúpula do Hamas no planejamento e na execução do sequestro dos três jovens israelenses.

FATAH CELEBRA SEU ANIVERSÁRIO NO FACEBOOK COM IMAGEM DE CRÂNIOS DE JUDEUS

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Partido de Abbas e da Autoridade Palestina insiste no incitamento à violência enquanto posa de “moderado” para o mundo.

Victor Grinbaum – MENORAH BRASIL

O uso das redes sociais como forma de propagar um ideário violento já não é mais nenhuma novidade: grupos das mais diversas orientações radicais usam o Facebook, o Twitter e outras formas de comunicação eletrônica para arregimentar simpatizantes e convencer a opinião pública da “justiça” de suas ideias e ações.

Uma delas é a Al-Fatah, misto de partido político e facção terrorista, fundada por Yasser Arafat em 1959, atualmente dirigida por Mahmoud Abbas, também líder da Autoridade Nacional Palestina, e que está celebrando mais um aniversário de sua fundação. Na página oficial do grupo no Facebook, um cartaz mostrando uma pilha de ossos ensanguentados e marcados com a Estrela de Davi. E na legenda, a frase em árabe “A Fatah trunfará sobre os vossos crânios”.

A campanha de incitação à violência que a Fatah, em parceria com o Hamas, vem empreendendo, tem sido apontada por Israel como responsável pela “Intifada dos Carros”, que desde novembro do ano passado matou e feriu diversos cidadãos israelenses. No entanto, isso não parece demover os governos dos países ocidentais que insistem em tentar negociar um acordo de paz com o mesmo Mahmoud Abbas que tolera e encoraja o terrorismo contra Israel.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

ONU RECHAÇA CRIAÇÃO FORÇADA DO ESTADO DA PALESTINA

Precisava de nove votos, mas foram oito a favor, dois contra e cinco abstenções, duas delas, surpreendentes

José Roitberg - MENORAH BRASIL

Numa sessão do Conselho de Segurança da ONU convocada para a inconveniente data de 31 de dezembro, as diplomacia palestina, hoje apoia pelo Parlamento Europeu, tentou cavar uma solução que obrigaria Israel, ou a aceitar ou a se posicionar frontalmente contra a ONU.

Entenda: uma resolução da Assembleia Geral, é 'não-vinculante' ou seja, nenhuma das partes envolvidas é obrigada a fazer nada que tal resolução preconize. Por exemplo a 181, a da Partilha da Palestina, com um prazo de 6 meses, para movimentação de populações e saída das tropas inglesas de lá era não-vinculante mas deu respaldo político aos judeus para declararem seu estado independente. Por outro lado, os árabes não eram obrigados a aceitar isso e preferiram a guerra, uma guerra de extermínio dos judeus em 1948, prosseguindo o Holocausto de 1939-1945, mas desta, vez, com os judeus em armas, o Estado sobreviveu e consolidou sua independência e fronteiras.

Já uma resolução do Conselho de Segurança 'é vinculante' e as partes seriam obrigadas a cumprir.

Desejavam os palestinos que a ONU definisse um cronograma para sua independência exigindo que Israel negociasse um acordo final até o final de 2015 e se retirasse totalmente da Judeia e Samaria, e Jerusalém Oriental até o final de 2017.

Ou seja, o lado da mesa que é o terrorista, que é o assassino indiscriminado de civis, que se recusa a cumprir os acordos anteriores, que lança foguetes sobre a população civil, que incentiva suas crianças ao martírio por Allah e que não dá um passo próprio, nem na direção de sua independência, nem na direção da paz, queria que a ONU obrigasse o lado que dá todos os passos para a paz e deseja a paz a negociar. Chega a ser uma proposição bizarra e que será apenas utilizada como forma de propaganda: "Olha, nós oferecemos a paz, mas eles é que não querem, principalmente os Estados Unidos, o grande Satan..."

Votaram contra, Estados Unidos e Austrália e nem foi preciso o poder de veto dos EUA pois outros países se abstiveram: Inglaterra, Lituânia, Coreia do Sul e dramaticamente, nos últimos instantes a mudança de lado de Ruanda (54,5% de católicos e 4,6% de muçulmanos) e da Nigéria, grande potência muçulmana, que se abstiveram.

Vergonhosamente, a França votou a favor, bem como nossos vizinhos de políticas inoportunas, a Argentina e o Chile. Rússia (que luta sua Guerra Fria contemporânea) e China (esta, apesar de todos os acordos comerciais com Israel) também votaram a favor assim como a Jordânia com seus mais de 70% de palestinos em sua composição populacional, sendo este, o verdadeiro e já consolidado Estado Palestino da Partilha. O Chad (55% muçulmano), e Luxemburgo, uma mera cidade encravada na Europa, de menos de 550 mil habitantes, como um espeto medieval arcaico, mesmo assim pró-palestino.

Os palestinos tinha certeza de obter os nove votos necessários e sua enorme decepção fez com que esta notícia fosse marginalmente divulgada em meio as comemorações de fim-de-ano no ocidente.

Alguns analistas internacionais afirmam que França e Luxemburgo votaram a favor (o voto é aberto, individual e em sequência), pois também tinham a certeza de que os nove votos seriam atingidos e  Estados Unidos vetaria a resolução, colocando estes governos 'bem na foto', pois seus desejos teriam sido impedidos pelo imperialismo ianque.

Talvez muita gente tenha se surpreendido com a Nigéria e estas mesmas pessoas e governos não conseguem alcançar o que o islã jihadista hoje em apoio ao Califa fez naquele país, onde 10.000 pessoas foram assassinadas em 2014 por serem cristãs ou muçulmanas não vinculadas ao Boko Haram.

País islâmico que luta contra jihadistas não vota mais a favor de terroristas islâmicos.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

FILME ÊXODO BANIDO POR MUÇULMANOS

Liberdade artística pode ser utilizada para revisionar o texto da Bíblia? Por que muçulmanos, judeus e evangélicos estão contra o filme Exodus Gods end Kings? Os hebreus construíram ou não as pirâmides?

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Pirâmide do faraó Ramses II no Vale dos Reis

por José Roitberg - MENORAH BRASIL

Os judeus estão pouco ligando para essa nova onda de produções bíblicas computadorizadas de Hollywood e até mesmo das séries especiais para TV. Um dos pontos é simples: os ortodoxos judeus, que deveriam ser os mais indignados não vão ao cinema, não assistiram ou assistirão nem o Moisés de Bale nem o Moisés de Heston. Essas coisas simplesmente não existem para eles.

Já os judeus seculares, progressistas, conservadores, que foram à tramóia de Ridley Scott, ou se calam ou não percebem. Estas pessoas se indignariam imediatamente contra um filme revisionista do Holocausto, mas não se importam com um filme revisionista da Torá. E já caiu no esquecimento, a história de Noé contada pela perspectiva enviesada de Russell Crowe, onde Deus envia centenas ou milhares de demônios gigantes para atormentar um patriarca bíblico.

No caso do Moisés atual, as duríssimas críticas vem dos setores evangélicos norte-americanos e de governos muçulmanos árabes. Os norte-americanos apontam várias distorções e adulterações do texto do Torá em relação à história mostrada em 3D, sendo as principais, um Moisés branco, ruivo, guerreiro, líder militar brandindo sua espada pronto à enfrentar as hordas do faraó, quando o mar se abre devido a um terremoto. Ora, ora, ora... Isto é outra história: não é a narrativa bíblica.

Irritados também com esta questão de remover Deus do Êxodo e taxar Moisés de guerreiro, e não profeta pacifista, inclusive no Islã onde é chamado de Abu Musa (o Pai Moisés), o Marrocos proibiu a exibição do filme. O Egito também proibiu, apontando este fato anterior, além de diversas outras discrepâncias históricas sendo a principal, no caso deles, o 'fato' de que os judeus não construíram as pirâmides.

Aí a narrativa egípcia, judaica e holywoodiana se complicam. A datação correta para o que nós, ocidentais consideramos pirâmides, que é o complexo de Giza, com esfinge etc, é conhecida: terminada (pirâmide de Giza, Cheops, ou Khufu) em 2540 antes da era comum. A passagem dos Hebreus e o Êxodo teriam ocorrido, segundo a Torá há 3.250 anos atrás, portanto em torno de 1250 antes da era comum, após quase 400 anos de escravidão ou seja, meros 1.000 anos após a construção de Giza que é o túmulo do faraó, Khufu e não do faraó Ramses. Isto é fato histórico. Dizer que os judeus não construíram Giza é correto. Mas pelo menos os egípcios acabaram afirmando o que a ortodoxia judaica sempre afirma: eram judeus mesmo antes de receberem os 10 Mandamentos. O que é um discurso curioso para um regime islâmico.

Para ficar muito claro sobre as seis pirâmides de Giza: Khufu concluída em 2560 AEC; Khafre, reinou de 2558 a 2532 AEC; Menkaure, provavelmente sucedeu Khafre.

E as pessoas não levam em conta, pois é algo de que não se fala abertamente, que até o ano de 2008, haviam sido descobertas nada menos que 138 pirâmides no Egito, sobrando 135 além das do complexo de Giza construídas em outras épocas.

Ramsés, o faraó da narrativa bíblica tinha sua pirâmide no Vale do Reis e é essa que você vê na foto acima, com degraus, construída durante seu reinado, 1279 a 1213 AEC. Hoje virou peça de exposição no Museu do Cairo. Ramsés também foi responsável por muitas construções em Luxor e Karnak, portanto não faltava trabalho para escravos durante seu reinado.

Assim ao Egito afirmar que os judeus não construíram as pirâmides, generaliza, mistura história factual e datas corretas com a necessidade de remoção dos hebreus-judeus de sua história, e está correto ao afirmar que aquelas três pirâmides emblemáticas não foram construídas por judeus, e prefere deixar as pessoas na ignorância quanto às outras e quanto ao túmulo correto de Ramsés.

A produção de 'Exodus: Gods and Kings' não é dos grandes estúdios. Veja quem financiou.

Chernin Entertainment - Peter Chernin, nascido em 1951 em Nova Iorque é filho de pai judeu e cresceu como "unitarian" conforme sua própria biografia. O Unitarianismo é um movimento teológico cristão que entende que Deus é uma pessoa, no caso Deus é Jesus. Isto meio que explica a remoção do Deus na visão judaica bíblica do filme. Este sujeito, faz parte da direção da American Express e do Twitter além de várias entidades de luta contra a malária e a AIDS. É levantador de fundos para o Partido Democrata e amigo pessoal de Obama. Colocou uns 160 milhões de dólares na película.

A crítica cinematográfica que desconhece a biografia do produtor, coloca como uma "decisão contundente do diretor" colocar Deus como uma criança, mas agora você já sabe que provavelmente Chernin determinou a Scott que assim o fizesse.

Crítica do Cineclick: "...Entretanto, o maior erro de Ridley Scott foi se esforçar para fazer o público entender a injustiça e horror da forma como os judeus eram tratados e abusados nas mãos egípcias. Nunca conhecemos realmente o povo, apenas vemos ministros egípcios comentando sobre número de escravos, o que distância os oprimidos do espectador. Sem falar que outro ponto importante, os Dez Mandamentos, ficam de lado e aparecem apenas em uma cena rápida..."

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Abertura da matéria de 4 páginas da revista Veja

A crítica da revista Veja foi pior, senão antissemita para quem não leu. Isabela Boscov a plenipotenciária cinematográfica e pirotécnica da revista, que era objeto de uma comunidade simpática no Orkut - Eu Odeio Isabela Boscov - deu ao seu texto o título singelo: O Patriarca do Terror, induzindo o leito a fazer uma ilação entre Moisés que aterrorizou os pobres coitados egípcios, é o pai dos judeus que hoje aterrorizam os palestinos e quiçá o resto do mundo.

Mas no artigo ela é taxativa: "Que Moisés é esse? O galês Christian Bale como general egípcio que se descobrirá judeu e receberá de Deus a missão de libertar seu povo da escravidão: um patriarca guerrilheiro que não tem respaldo nem na Bíblia nem na historiografia." Boscov ainda afirma que Scott faz uma grande série de ilações pretendendo demonstrar que os judeus são culpados pelo terror que os ataca hoje ou atacou durante o Holocausto, pois fizeram o mesmo com os "árabes". Cita uma sequência não bíblica onde os hebreus atiram flechas flamejantes contra os barcos egípcios dizendo que isto é para justificar que o Hamas esteja hoje lançando foguetes contra Israel.

Já o ator principal, Christian Bale, que além do nome óbvio se imortalizou nas telas fazendo padres guerreiros em futuros apocalípticos disse que ao ser contratado para o papel, passou a estudar Moisés na Bíblia e no Corão (?) e chegou a conclusão que o profeta era um "bárbaro esquizofrênico".

Há liberdade artística sobre texto bíblicos? Isso é ético? Ou trata-se apenas de propaganda religiosa de um obscuro setor cristão de negação dos fundamentos da religião judaica?

Todos sabem que a diferença entre livros e filmes baseados em livros é enorme e por vezes a tela conta outra história completamente diferente, como é o caso do filme mais emblemático de Riddley Scott, Blade Runner, O Caçador de Androides que do livro original de Phillip K. Dick, 'Do Androids Dream of Eletric Sheeps', tem apenas o nome de alguns personagens e profissão do protagonista.

Quanto ao caráter caucasiano do elenco, uma das críticas mais fortes sofridas pelo Êxodo atual, falamos do mesmo estabelishment que colocou Elizabeth Taylor, sua brancura de neve e olhos cor de violeta como a Rainha do Nilo, para delírios e sonhos das plateias.

HÁ 109 ANOS UM JUDEU ASSUMIA O MINISTÉRIO DA FAZENDA DO BRASIL

Às vésperas da nomeação de Joaquim Levy, lembramos do primeiro ministro de origem judaica a comandar a pasta das finanças no Brasil: David Morethson Campista.

David Morethson Campista.

Redação - MENORAH BRASIL

Em 22 de janeiro de 1863 nascia na então Corte Imperial do Brasil David Morethson Campista. Filho de um humilde farmacêutico chamado Antônio Leopoldo da Silva e da dona de casa Emília Morethson Campista, filha de uma imigrante das primeiras levas de judeus a desembarcarem no país após a sua independência, era ela portanto judia de ventre assim como seu filho, batizado com o mesmo nome do lendário rei de Israel.

David Morethson Campista se formou em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1883. Fixou residência em Rio Preto, na então província de Minas Gerais, onde foi Agente Executivo Municipal, exerceu a Promotoria Pública e organizou o Clube Republicano de Rio Preto. Em 1891, após a queda da monarquia, foi nomeado intendente de Rio Preto, onde instalou a primeira tipografia e lançou o primeiro jornal, o “Rio Preto”.

Foi Deputado Estadual por Minas Gerais entre 1891 a 1892. Assumiu a Secretaria da Agricultura, Comércio e Obras Públicas no governo de Afonso Pena, durante o período de 1892 a 1894. Como Secretário, incentivou o ensino profissional, criou os institutos zootécnicos de Uberaba e Campanha e os institutos agronômicos de Itabira e de Leopoldina. Organizou também a Comissão Construtora da Nova Capital (Belo Horizonte) e introduziu no Estado 50 mil imigrantes estrangeiros, muitos deles também de origem judaica.

Entre 1894 e 1898, dirigiu o serviço de imigração na Europa como comissário do governo mineiro em Gênova, Itália. Posteriormente, foi Secretário das Finanças do presidente (governador) de Minas Gerais Silviano Brandão (1899-1902).

Durante o período de 1903 a 1906, exerceu o cargo de Deputado Federal, quando foi o relator do projeto de reforma do Banco da República, depois Banco do Brasil. Foi quando Afonso Pena, agora presidente da república, o nomeou para o ministério da Fazenda. Permaneceu à frente das finanças nacionais até 14 de junho de 1909, quando se tornou embaixador do Brasil na Dinamarca. Enquanto ministro, cunharam-se as moedas de prata de dois mil, um mil e de quinhentos réis; sancionou-se o decreto legislativo definindo a letra de câmbio e a nota promissória; regularam-se as operações cambiais; autorizou-se empréstimo para ocorrer às despesas com os serviços de água da Capital da República e construção de vias férreas bem como a emissão de apólices para a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

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publicada na revista Fon-Fon de 29/jun/1907

Foi no exercício de sua função diplomática que David Campista faleceu, em Copenhagem, no dia 12 de outubro de 1911. Seu corpo embalsamado foi trasladado para o Rio de Janeiro, onde foi sepultado no Cemitério do Catumbi.

Quase 100 anos depois do nascimento de David Campista, também no Rio de Janeiro, vinha ao mundo Joaquim Vieira Ferreira Levy. O futuro Ministro da Fazenda descende pelo lado paterno de uma prestigiosa família de judeus de Salônica. Sa´adi Besalel a-Levi (1820-1903), filho de Besalel a-Levi Ashkenazi e Merkada (Morpurgo) Kovo, cantor e compositor, editor de textos religiosos e seculares em hebraico e ladino e do jornal "La Epoka", viveu o momento de transição desta comunidade na entrada para a era contemporânea e laica. Rebelde, ele se indispôs com rabinos e foi excomungado. Amargurado escreveu as memórias em ladino e caracteres solétreos. É uma visão contestadora de aspectos desta comunidade e também um documento linguístico. O manuscrito passou ao filho, que deixou para o sobrinho, e este ao filho, o médico carioca Sadi Sílvio Levy – pai, dentre outros, de Joaquim Levy.

O raro manuscrito foi doado por Sadi Sílvio Levy para o Jewish National and University Library em Jerusalém, com a intenção de ser publicado numa edição bilíngue. Com edição e introdução de Aron Rodrigue e Sarah Abrevaya Stein, tradução e transliteração de Isaac Jerusalmi ele foi publicado neste ano como era o desejo do seu doador.

ORAÇÃO JUDAICA PARA PEDIR CHUVA

Ela é introduzida na Amidá, que é a oração judaica fundamental, dita três vezes ao dia - preces matutina, vespertina e noturna - no início de dezembro ou final de novembro pedindo as chuvas de inverno em Israel. São as chuvas que permitem a vida e a agricultura no ano seguinte. É uma das mais belas orações judaicas e desconhecida por um grande número de pessoas. Editamos a Tefilat ha-Gueshem, para você, com imagens da chuva em Israel e a voz de um dos melhores cantores litúrgicos da atualidade.

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PROFESSOR ANDRÉ CHEVITARESE FALA SOBRE O NATAL E O JUDAÍSMO EM MENORAH NA TV

TERRORISTAS LANÇAM TUTORIAL DE COMO ESFAQUEAR JUDEUS

Em vídeo livremente acessível pela web, radicais palestinos ensinam técnicas de assassinato.
Redação – MENORAH BRASIL
Um vídeo produzido por um grupo palestino autointitulado “Resistentes da Ocupação na Cisjordânia e Jerusalém”, ensina a como esfaquear judeus de forma eficiente e sem chamar a atenção das pessoas. Nas imagens, dois militantes mascarados aplicam técnicas de ataque com arma branca pelas costas e até formas de como degolar uma vítima. No tutorial, os terroristas também ensinam formas de aumentar a extensão dos ferimentos. O grupo que assumiu a autoria do vídeo é um braço do Hamas.
O tutorial é mais uma peça da intensa campanha de incitação à violência que vem sendo patrocinada pelo Hamas, com a cobertura da Autoridade Nacional Palestina. Além dos esfaqueamentos, o uso de carros como arma também vem sendo glorificado pela propaganda palestina.
http://youtu.be/yS6BHBai2Ug