quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

FILME ÊXODO BANIDO POR MUÇULMANOS

Liberdade artística pode ser utilizada para revisionar o texto da Bíblia? Por que muçulmanos, judeus e evangélicos estão contra o filme Exodus Gods end Kings? Os hebreus construíram ou não as pirâmides?

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Pirâmide do faraó Ramses II no Vale dos Reis

por José Roitberg - MENORAH BRASIL

Os judeus estão pouco ligando para essa nova onda de produções bíblicas computadorizadas de Hollywood e até mesmo das séries especiais para TV. Um dos pontos é simples: os ortodoxos judeus, que deveriam ser os mais indignados não vão ao cinema, não assistiram ou assistirão nem o Moisés de Bale nem o Moisés de Heston. Essas coisas simplesmente não existem para eles.

Já os judeus seculares, progressistas, conservadores, que foram à tramóia de Ridley Scott, ou se calam ou não percebem. Estas pessoas se indignariam imediatamente contra um filme revisionista do Holocausto, mas não se importam com um filme revisionista da Torá. E já caiu no esquecimento, a história de Noé contada pela perspectiva enviesada de Russell Crowe, onde Deus envia centenas ou milhares de demônios gigantes para atormentar um patriarca bíblico.

No caso do Moisés atual, as duríssimas críticas vem dos setores evangélicos norte-americanos e de governos muçulmanos árabes. Os norte-americanos apontam várias distorções e adulterações do texto do Torá em relação à história mostrada em 3D, sendo as principais, um Moisés branco, ruivo, guerreiro, líder militar brandindo sua espada pronto à enfrentar as hordas do faraó, quando o mar se abre devido a um terremoto. Ora, ora, ora... Isto é outra história: não é a narrativa bíblica.

Irritados também com esta questão de remover Deus do Êxodo e taxar Moisés de guerreiro, e não profeta pacifista, inclusive no Islã onde é chamado de Abu Musa (o Pai Moisés), o Marrocos proibiu a exibição do filme. O Egito também proibiu, apontando este fato anterior, além de diversas outras discrepâncias históricas sendo a principal, no caso deles, o 'fato' de que os judeus não construíram as pirâmides.

Aí a narrativa egípcia, judaica e holywoodiana se complicam. A datação correta para o que nós, ocidentais consideramos pirâmides, que é o complexo de Giza, com esfinge etc, é conhecida: terminada (pirâmide de Giza, Cheops, ou Khufu) em 2540 antes da era comum. A passagem dos Hebreus e o Êxodo teriam ocorrido, segundo a Torá há 3.250 anos atrás, portanto em torno de 1250 antes da era comum, após quase 400 anos de escravidão ou seja, meros 1.000 anos após a construção de Giza que é o túmulo do faraó, Khufu e não do faraó Ramses. Isto é fato histórico. Dizer que os judeus não construíram Giza é correto. Mas pelo menos os egípcios acabaram afirmando o que a ortodoxia judaica sempre afirma: eram judeus mesmo antes de receberem os 10 Mandamentos. O que é um discurso curioso para um regime islâmico.

Para ficar muito claro sobre as seis pirâmides de Giza: Khufu concluída em 2560 AEC; Khafre, reinou de 2558 a 2532 AEC; Menkaure, provavelmente sucedeu Khafre.

E as pessoas não levam em conta, pois é algo de que não se fala abertamente, que até o ano de 2008, haviam sido descobertas nada menos que 138 pirâmides no Egito, sobrando 135 além das do complexo de Giza construídas em outras épocas.

Ramsés, o faraó da narrativa bíblica tinha sua pirâmide no Vale do Reis e é essa que você vê na foto acima, com degraus, construída durante seu reinado, 1279 a 1213 AEC. Hoje virou peça de exposição no Museu do Cairo. Ramsés também foi responsável por muitas construções em Luxor e Karnak, portanto não faltava trabalho para escravos durante seu reinado.

Assim ao Egito afirmar que os judeus não construíram as pirâmides, generaliza, mistura história factual e datas corretas com a necessidade de remoção dos hebreus-judeus de sua história, e está correto ao afirmar que aquelas três pirâmides emblemáticas não foram construídas por judeus, e prefere deixar as pessoas na ignorância quanto às outras e quanto ao túmulo correto de Ramsés.

A produção de 'Exodus: Gods and Kings' não é dos grandes estúdios. Veja quem financiou.

Chernin Entertainment - Peter Chernin, nascido em 1951 em Nova Iorque é filho de pai judeu e cresceu como "unitarian" conforme sua própria biografia. O Unitarianismo é um movimento teológico cristão que entende que Deus é uma pessoa, no caso Deus é Jesus. Isto meio que explica a remoção do Deus na visão judaica bíblica do filme. Este sujeito, faz parte da direção da American Express e do Twitter além de várias entidades de luta contra a malária e a AIDS. É levantador de fundos para o Partido Democrata e amigo pessoal de Obama. Colocou uns 160 milhões de dólares na película.

A crítica cinematográfica que desconhece a biografia do produtor, coloca como uma "decisão contundente do diretor" colocar Deus como uma criança, mas agora você já sabe que provavelmente Chernin determinou a Scott que assim o fizesse.

Crítica do Cineclick: "...Entretanto, o maior erro de Ridley Scott foi se esforçar para fazer o público entender a injustiça e horror da forma como os judeus eram tratados e abusados nas mãos egípcias. Nunca conhecemos realmente o povo, apenas vemos ministros egípcios comentando sobre número de escravos, o que distância os oprimidos do espectador. Sem falar que outro ponto importante, os Dez Mandamentos, ficam de lado e aparecem apenas em uma cena rápida..."

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Abertura da matéria de 4 páginas da revista Veja

A crítica da revista Veja foi pior, senão antissemita para quem não leu. Isabela Boscov a plenipotenciária cinematográfica e pirotécnica da revista, que era objeto de uma comunidade simpática no Orkut - Eu Odeio Isabela Boscov - deu ao seu texto o título singelo: O Patriarca do Terror, induzindo o leito a fazer uma ilação entre Moisés que aterrorizou os pobres coitados egípcios, é o pai dos judeus que hoje aterrorizam os palestinos e quiçá o resto do mundo.

Mas no artigo ela é taxativa: "Que Moisés é esse? O galês Christian Bale como general egípcio que se descobrirá judeu e receberá de Deus a missão de libertar seu povo da escravidão: um patriarca guerrilheiro que não tem respaldo nem na Bíblia nem na historiografia." Boscov ainda afirma que Scott faz uma grande série de ilações pretendendo demonstrar que os judeus são culpados pelo terror que os ataca hoje ou atacou durante o Holocausto, pois fizeram o mesmo com os "árabes". Cita uma sequência não bíblica onde os hebreus atiram flechas flamejantes contra os barcos egípcios dizendo que isto é para justificar que o Hamas esteja hoje lançando foguetes contra Israel.

Já o ator principal, Christian Bale, que além do nome óbvio se imortalizou nas telas fazendo padres guerreiros em futuros apocalípticos disse que ao ser contratado para o papel, passou a estudar Moisés na Bíblia e no Corão (?) e chegou a conclusão que o profeta era um "bárbaro esquizofrênico".

Há liberdade artística sobre texto bíblicos? Isso é ético? Ou trata-se apenas de propaganda religiosa de um obscuro setor cristão de negação dos fundamentos da religião judaica?

Todos sabem que a diferença entre livros e filmes baseados em livros é enorme e por vezes a tela conta outra história completamente diferente, como é o caso do filme mais emblemático de Riddley Scott, Blade Runner, O Caçador de Androides que do livro original de Phillip K. Dick, 'Do Androids Dream of Eletric Sheeps', tem apenas o nome de alguns personagens e profissão do protagonista.

Quanto ao caráter caucasiano do elenco, uma das críticas mais fortes sofridas pelo Êxodo atual, falamos do mesmo estabelishment que colocou Elizabeth Taylor, sua brancura de neve e olhos cor de violeta como a Rainha do Nilo, para delírios e sonhos das plateias.

HÁ 109 ANOS UM JUDEU ASSUMIA O MINISTÉRIO DA FAZENDA DO BRASIL

Às vésperas da nomeação de Joaquim Levy, lembramos do primeiro ministro de origem judaica a comandar a pasta das finanças no Brasil: David Morethson Campista.

David Morethson Campista.

Redação - MENORAH BRASIL

Em 22 de janeiro de 1863 nascia na então Corte Imperial do Brasil David Morethson Campista. Filho de um humilde farmacêutico chamado Antônio Leopoldo da Silva e da dona de casa Emília Morethson Campista, filha de uma imigrante das primeiras levas de judeus a desembarcarem no país após a sua independência, era ela portanto judia de ventre assim como seu filho, batizado com o mesmo nome do lendário rei de Israel.

David Morethson Campista se formou em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1883. Fixou residência em Rio Preto, na então província de Minas Gerais, onde foi Agente Executivo Municipal, exerceu a Promotoria Pública e organizou o Clube Republicano de Rio Preto. Em 1891, após a queda da monarquia, foi nomeado intendente de Rio Preto, onde instalou a primeira tipografia e lançou o primeiro jornal, o “Rio Preto”.

Foi Deputado Estadual por Minas Gerais entre 1891 a 1892. Assumiu a Secretaria da Agricultura, Comércio e Obras Públicas no governo de Afonso Pena, durante o período de 1892 a 1894. Como Secretário, incentivou o ensino profissional, criou os institutos zootécnicos de Uberaba e Campanha e os institutos agronômicos de Itabira e de Leopoldina. Organizou também a Comissão Construtora da Nova Capital (Belo Horizonte) e introduziu no Estado 50 mil imigrantes estrangeiros, muitos deles também de origem judaica.

Entre 1894 e 1898, dirigiu o serviço de imigração na Europa como comissário do governo mineiro em Gênova, Itália. Posteriormente, foi Secretário das Finanças do presidente (governador) de Minas Gerais Silviano Brandão (1899-1902).

Durante o período de 1903 a 1906, exerceu o cargo de Deputado Federal, quando foi o relator do projeto de reforma do Banco da República, depois Banco do Brasil. Foi quando Afonso Pena, agora presidente da república, o nomeou para o ministério da Fazenda. Permaneceu à frente das finanças nacionais até 14 de junho de 1909, quando se tornou embaixador do Brasil na Dinamarca. Enquanto ministro, cunharam-se as moedas de prata de dois mil, um mil e de quinhentos réis; sancionou-se o decreto legislativo definindo a letra de câmbio e a nota promissória; regularam-se as operações cambiais; autorizou-se empréstimo para ocorrer às despesas com os serviços de água da Capital da República e construção de vias férreas bem como a emissão de apólices para a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

1907 - 06 - 29 - 0012 - FONFON - automovel com família de DAVID MORETZON CAMPISTA
publicada na revista Fon-Fon de 29/jun/1907

Foi no exercício de sua função diplomática que David Campista faleceu, em Copenhagem, no dia 12 de outubro de 1911. Seu corpo embalsamado foi trasladado para o Rio de Janeiro, onde foi sepultado no Cemitério do Catumbi.

Quase 100 anos depois do nascimento de David Campista, também no Rio de Janeiro, vinha ao mundo Joaquim Vieira Ferreira Levy. O futuro Ministro da Fazenda descende pelo lado paterno de uma prestigiosa família de judeus de Salônica. Sa´adi Besalel a-Levi (1820-1903), filho de Besalel a-Levi Ashkenazi e Merkada (Morpurgo) Kovo, cantor e compositor, editor de textos religiosos e seculares em hebraico e ladino e do jornal "La Epoka", viveu o momento de transição desta comunidade na entrada para a era contemporânea e laica. Rebelde, ele se indispôs com rabinos e foi excomungado. Amargurado escreveu as memórias em ladino e caracteres solétreos. É uma visão contestadora de aspectos desta comunidade e também um documento linguístico. O manuscrito passou ao filho, que deixou para o sobrinho, e este ao filho, o médico carioca Sadi Sílvio Levy – pai, dentre outros, de Joaquim Levy.

O raro manuscrito foi doado por Sadi Sílvio Levy para o Jewish National and University Library em Jerusalém, com a intenção de ser publicado numa edição bilíngue. Com edição e introdução de Aron Rodrigue e Sarah Abrevaya Stein, tradução e transliteração de Isaac Jerusalmi ele foi publicado neste ano como era o desejo do seu doador.

ORAÇÃO JUDAICA PARA PEDIR CHUVA

Ela é introduzida na Amidá, que é a oração judaica fundamental, dita três vezes ao dia - preces matutina, vespertina e noturna - no início de dezembro ou final de novembro pedindo as chuvas de inverno em Israel. São as chuvas que permitem a vida e a agricultura no ano seguinte. É uma das mais belas orações judaicas e desconhecida por um grande número de pessoas. Editamos a Tefilat ha-Gueshem, para você, com imagens da chuva em Israel e a voz de um dos melhores cantores litúrgicos da atualidade.

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PROFESSOR ANDRÉ CHEVITARESE FALA SOBRE O NATAL E O JUDAÍSMO EM MENORAH NA TV

TERRORISTAS LANÇAM TUTORIAL DE COMO ESFAQUEAR JUDEUS

Em vídeo livremente acessível pela web, radicais palestinos ensinam técnicas de assassinato.
Redação – MENORAH BRASIL
Um vídeo produzido por um grupo palestino autointitulado “Resistentes da Ocupação na Cisjordânia e Jerusalém”, ensina a como esfaquear judeus de forma eficiente e sem chamar a atenção das pessoas. Nas imagens, dois militantes mascarados aplicam técnicas de ataque com arma branca pelas costas e até formas de como degolar uma vítima. No tutorial, os terroristas também ensinam formas de aumentar a extensão dos ferimentos. O grupo que assumiu a autoria do vídeo é um braço do Hamas.
O tutorial é mais uma peça da intensa campanha de incitação à violência que vem sendo patrocinada pelo Hamas, com a cobertura da Autoridade Nacional Palestina. Além dos esfaqueamentos, o uso de carros como arma também vem sendo glorificado pela propaganda palestina.
http://youtu.be/yS6BHBai2Ug

ALEMÃES QUE ODEIAM O ISLÃ

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O movimento "Europeus patriotas contra a islamização do Ocidente" (Pegida, em alemão) carrega os seus medos no nome. Desde meados de outubro, o grupo protesta todas as segundas-feiras de noite em Dresden contra tudo o que eles consideram como "islamização", abuso das leis de asilo ou ameaça à cultura alemã.

Essas preocupações não se refletem em slogans abertamente racistas, mas em faixas com dizeres do tipo "Unidos e sem violência contra guerras religiosas em solo alemão". Os manifestantes foram instruídos pelos organizadores a não falar com a imprensa. Com o aumento do número de participantes, as marchas ganharam notoriedade nacional: se inicialmente eram apenas algumas centenas de pessoas, agora já chegam a 10 mil.

De acordo com a associação Kulturbüro Sachsen, que monitora a cena neonazista no estado da Saxônia, não há extremistas de direita envolvidos na organização das manifestações. Entre os organizadores há, por exemplo, pessoas que já foram ligadas ao Partido Liberal Democrático (FDP).

Os organizadores se distanciam explicitamente do radicalismo de direita. No entanto, muitos neonazistas participam das marchas e apoiam o movimento. Questionado pelo jornal Sächsische Zeitung se a presença deles incomoda, o iniciador do Pegida, Lutz Bachmann, evitou responder a pergunta e preferiu afirmar que, pela lei, não pode proibir a participação de ninguém.

Apesar da presença de neonazistas e de grupos de hooligans e gangues de motoqueiros nas marchas, cidadãos comuns formam a grande maioria dos manifestantes. "Nós vimos pessoas de classe média baixa e muitos torcedores de futebol", disse Danilo Starosta, do Kulturbüro Sachsen. Os organizadores do Pegida conseguiram mobilizar pessoas muito além dos habituais círculos de extrema direita.

Em muitas cidades alemãs foram criados grupos no Facebook seguindo o modelo do Pegida. E há chances de sucesso: estudos apontam que até um quarto da população alemã é suscetível a ideias populistas de direita. Mas ao contrário do que ocorre no Reino Unido e na França, apenas uma pequena parcela considera votar em partidos políticos que seguem essa linha ou sair às ruas.

A presidente Angela Merkel se posicionou em discurso na TV contra a parcela da população que se manifestou acima. Note que ela jamais fez isso quando setores da população alemã, incluindo aí os muçulmanos alemães foram para as ruas contra os judeus, pedindo que os judeus fossem expulsos da Alemanha ou, de preferência mortos, numa continuação da sanha nazista.

Rio de Janeiro recebe barca com ar-condicionado e inaugura simulador de trens da Supervia

Fotos GOV/RJ - Bruno Ilan

O Governo do Estado inaugurou o primeiro simulador de operação ferroviária para treinar 320 maquinistas da SuperVia. O aparelho faz parte do Centro de Treinamento Operacional (CTO) da concessionária, que também conta com mais dois simuladores, um de condução de trens e outro do novo sistema de reforço à sinalização, o Automatic Train Protection (ATP). De última geração, o novo equipamento vai aprimorar a capacitação e reciclagem dos maquinistas, além de possibilitar o melhor desempenho na condução, na manutenção e em situações de emergência. O simulador foi fabricado na China, através do consórcio National Machinery Import & Export Corporation, e possui painéis e comandos idênticos aos novos trens adquiridos pelo governo.

Para deixar a simulação o mais perto possível da realidade, as imagens reproduzidas no telão da sala de treinamento foram filmadas com uma câmera, instalada na parte dianteira dos trens, que registrou o percurso de todos os ramais. O instrutor que estiver aplicando o treinamento poderá, ainda, criar situações adversas para avaliar o desempenho dos condutores, como chuva, neblina e ocorrências operacionais.

– O simulador chega num momento de fundamental importância para dar agilidade ao processo de formação de nossos maquinistas. Serão 110 novas composições em operação, momento em que se faz necessário intensificarmos a contratação de novos condutores e, consequentemente, capacitá-los adequadamente para o novo momento de transformação que o setor ferroviário vive – explicou Carlos José Cunha, presidente da SuperVia.

A barca Pão de Açúcar e mais quatro trens chineses também chegaram ao Rio. A primeira das sete novas embarcações de dois mil lugares compradas pelo Governo do Estado na China foi entregue, nesta segunda-feira (22/12), no Porto do Rio, junto com mais quatro trens chineses. A barca Pão de Açúcar vai operar na linha Praça XV-Arariboia e os trens, nos ramais da SuperVia. O governador Luiz Fernando Pezão acompanhou o desembarque dos veículos.

– A chegada da barca e dos trens é mais uma conquista para o Estado. Há mais de 50 anos, não era comprada uma nova embarcação. Estamos colhendo os frutos dos investimentos que fizemos nos últimos anos. A população ganha conforto e dignidade com as aquisições. Em 2015, o Governo do Estado vai entregar mais barcas, trens e carros para o metrô – afirmou o governador.

A embarcação Pão de Açúcar faz parte da grande renovação da frota da linha Praça XV-Arariboia. Os sete catamarãs, equipados com ar condicionado, bicicletário, janelas panorâmicas, 100% de acessibilidade e dois andares, com possibilidade de embarque e desembarque simultâneos. As barcas contam ainda com dupla proa, o que elimina a necessidade de manobras para atracação, otimizando o tempo de viagem.

Os quatro novos trens vão ampliar a oferta diária em 48 mil lugares. Os veículos fazem parte de um lote de 70 composições chinesas compradas pela Secretaria de Transportes, das quais 20 já estão em circulação. Somando os dois lotes de veículos comprados pelo Estado para atender a demanda de passageiros da SuperVia, são, ao todo, 50 trens vindos da China já em operação.

Com capacidade para transportar 1,2 mil pessoas, cada trem chinês conta com refrigeração, passagem interna entre os carros, sistema que impede a abertura de portas durante as viagens, monitoramento interno por câmeras de segurança, bagageiros, interiores mais amplos e iluminados, além de painéis de LED.

domingo, 21 de dezembro de 2014

TÉCNICA DE ISRAEL REFORÇA O TRATAMENTO DA ASMA EM CRIANÇAS

As grandes cidades convivem diariamente com a poluição. Por essa razão, milhares de pessoas desenvolvem asma ao longo da vida, inclusive as crianças. Em busca de uma solução para detectar as causas da doença nos pequenos, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, descobriu um novo método de investigação do pulmão.

A técnica, chamada de Escarro Induzido, estimula a expectoração de muco após a inalação de uma solução salina pelo paciente e permite analisar partículas pequenas que, até então, não eram detectadas por outros exames. O objetivo dos estudos é ajudar os pais a protegerem seus filhos de ambientes poluídos e mostrar a importância de um diagnóstico correto e do monitoramento da saúde dos pacientes.

Os testes com o método de Escarro Induzido começaram no Ground Zero, em Nova York. O local foi construído no espaço onde ficavam as torres do World Trade Center, antes dos ataques de 11 de setembro de 2001. As equipes que trabalharam nos escombros foram expostas a partículas perigosas e muitos desenvolveram uma tosse grave.

Para analisar os efeitos dessa exposição, a Professora Elizabeth Fireman, da Universidade Sackler de Tel Aviv, foi até Nova York e testou o método do Escarro Induzido em 39 bombeiros que trabalharam no local dos ataques no período de setembro de 2001 a maio de 2002. O resultado assustou os pesquisadores e foi possível confirmar que os trabalhadores inalaram metais muito perigosos, inclusive mercúrio.

Após a conclusão dos testes, a Professora Fireman se uniu a uma equipe de pesquisadores e publicou um novo estudo nos Arquivos Internacionais de Saúde Ocupacional e Ambiental, mostrando as vantagens de utilizar a técnica do Escarro Induzido para avaliar o efeito da poluição em crianças asmáticas. “Depois do nosso último estudo sobre a exposição ocupacional, decidi analisar o setor mais vulnerável no campo da asma – as crianças”, comentou a professora.

Segundo ela, os atuais sistemas de monitoramento dos ambientes são capazes de medir partículas grandes de poluição, geralmente expelidas naturalmente pelo pulmão. Todavia, é preciso saber o que acontece com as partículas menores, que atacam os sistemas imunológicos do corpo e afetam crianças com asma.

Foram analisadas 136 crianças com idade entre 2 e 12 anos de idade, que já tinham histórico de asma e eram pacientes do Centro Médico Sourasky, em Tel Aviv. “Não descartamos a importância da manutenção de estações ambientais, mas elas não podem ser usadas como única medição dos níveis de poluição”, concluiu a Professora Fireman.

Ainda é preciso investigar a viabilidade da técnica em grandes populações, mas a descoberta representa uma nova ferramenta para o tratamento da asma em crianças, evitando complicações e o agravamento do quadro dos pacientes ao longo da vida.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A mais deslavada mentira

 

Passamos um ano acreditando no pior conto do vigário já ocorrido em nosso país, difundido por populares, pela mídia falada, escrita e televisada e até pelos meus dois filhos mais jovens, partícipes dos tais eventos, ainda que até hoje, poucos tenham percebido que estes episódios nada mais significaram do que a maior e mais deslavada mentira nacional.

Estou a me referir (como diria um qualquer gajo lusitano que por aqui viesse a passeio) às tais manifestações que encheram todo o planeta de notícias ruins sobre o Brasil, por ocasião da Copa das Confederações.

E por que durante a Copa das Confederações?

É justamente aí que reside a maior das mentiras, contada por tantos, com tamanha inocência, que faria corar de pejo qualquer virgem madona de botequim.

A mentira, perversamente urdida, reside na falsa divisão entre manifestantes pacatos e violentos. Esta divisão nunca existiu e por isso mesmo a sua divulgação envolve uma grosseira mentira! Nas circunstâncias em que ocorreram, todas as tais manifestações foram violentíssimas. Independentemente de pancadaria, invasões, assaltos, quebra-quebras ou assassinato.

Ora, os manifestantes, 100% dos tais, foram tomados de uma violência ímpar, a partir do momento em que escolheram a dedo e não espontaneamente, as datas para irem às ruas com suas reivindicações.

Datas em que se aqui encontravam jornalistas de todo o mundo que vieram cobrir, exatamente, os jogos de futebol contra os quais parte dos protestos eram realizados, completamente na contramão da vontade da esmagadora maioria do povo brasileiro que deseja a Copa do Mundo por aqui. Bem, mas esse é um outro assunto.

Nunca houve antes um canhão de reverberação mais forte em qualquer evento de que se tem notícia, preparado com a finalidade maior de virar notícia em todos os continentes. As condições estavam presentes para que este objetivo pudesse ser alcançado e o Brasil virasse a bola da vez mundial. Como de fato virou.

Quem quer protestar para obter sucesso em suas reivindicações não escolhe datas. Muito menos, as que por circunstâncias próprias, consigam lançar o país como um todo e suas instituições em geral, nas bocas de Matilde de todas as nações, vez que seus jornalistas presentes em nossa terra, não perderam tempo em espalhar aos oito ventos – e não apenas aos quatro – o caos em que se transformou a rua brasileira.

Não houve um só inglês ao sorver o chá das cinco, um mísero francês com uma baguete debaixo do braço, um gênio português fazendo contas de somar um mais um, ou um italiano enrolado em seu macarrão que não tivesse pensado, ao receber as imagens da nossa bagunça instalada, que o Brasil é uma merda.

Eis aí a maior das violências cometidas contra a nossa nação. É aí que reside o sucesso da violência total da ação urdida e preparada contra o Brasil por aqueles que não desejam protestar, mas sim jogar ao chão e de preferência pisotear o prestígio que o Brasil amealhou no exterior, ao custo de 500 anos de acertos e desacertos.

Será que as mazelas brasileiras tiveram início no ano passado?

A corrupção, o nepotismo, a falta d'água no Nordeste, a inflação, os maus governantes, a falta de saneamento básico, a falta de moradia, a falta de investimentos em educação, a falta de segurança nas grandes cidades, o tráfico de drogas, a fragilidade de nossas fronteiras, os preços das passagens, os baixos salários e por aí vai, tudo isso são novidades para nós? Não, não são novos, coisa alguma. São nossos velhos parceiros. Estão presentes entre nós, desde a carta de Pero Vaz de Caminha!

Apenas porque estamos às portas da Copa do Mundo que vai se realizar no Brasil, a partir de 12 de junho próximo e, já estou escutando o ensurdecedor barulho das ruas, não em comemoração aos gols de Hulk, Oscar ou Neymar, mas, com toda a certeza, para celebrar os quebra-quebras, os ônibus incendiados, as agências bancárias destruídas, as lojas saqueadas e, tudo isso escondido sob o sacrossanto “direito” que possuem os “pacíficos” manifestantes de ocuparem as avenidas da cidadania com seus cânticos reivindicatórios e sua atenção voltada perversamente, para a imprensa estrangeira?

Tudo mentira! Tudo conversa fiada! Tudo caô para enganar otário! As manifestações que vierem a acontecer no Brasil durante a realização da Copa, sem exceção, serão violentíssimas, vez que colocarão nos ares do planeta, através das agências de notícias e de seus jornalistas aqui presentes, toda a virulência e a falta de civilidade que as acompanharão.

Um mísero pum soltado por alguém que se alimentou mal no dia anterior, na Rua Augusta, por exemplo, vai virar notícia em todo o mundo, como se tivesse sido a explosão de uma bomba atômica.

Portanto, daqui do meu pedaço, declaro guerra aos manifestantes e às suas deslavadas mentiras. Violência anunciada não se combate com beijinhos e abraços e muito menos com flores.

Aí está, de antemão, o aviso. Vamos passar vergonha no mês de junho. O Brasil será intimidado por maus brasileiros e por estrangeiros partidários de filosofias esdrúxulas que entraram em nosso país, com o fim específico de dar curso a este plano maquiavélico de destruí-lo aos olhos do mundo.

Imagine, querido leitor, qualquer manifestação de qualquer natureza, por ocasião de um evento desta magnitude, em Cuba? Ou melhor, na Cuba dos irmãos Castro, campeoníssimos de “democracia”? Que manifestante sairia vivo? PAREDÓN seria o destino sumário de todos! Por aqui, onde “nada vale nada”, se a polícia levanta um cassetete, está infringindo os direitos humanos.

Qualquer manifestação que vier a ocorrer durante a Copa, pegará fogo num piscar de olhos como se estivesse cercada de pólvora por todos os lados e se alastrará através da mídia internacional, ancorada em nossos portos. Este sim é que é o único objetivo de quem já há muito tempo vem se organizando para desestabilizar o Brasil.

Finalizo perguntando a você, leitor: onde foram parar as tais manifestações de um ano atrás?

Voltarão durante a Copa? Quem tem dúvidas que se apresente.

Manifestações pacificas que destroem o meu país são as mais violentas que se poderia imaginar. O “pacifismo” dos manifestantes é a maior e a mais deslavada balela deste século.

Ronaldo Gomlevsky

Trabalhar em pé é melhor?

 

Estudos recentes sugerem que permanecer sentado durante o trabalho pode causar problemas cardiovasculares ou deixar o corpo vulnerável à diabetes. Muitas pessoas não tem como resolver esses problemas com prática de exercícios em academias. A cultura de conforto no espaço doméstico também ajuda pouco quando se tenta evitar um estilo de vida sedentário. Uma solução seria buscar novas concepções no que concerne o espaço de trabalho, buscar formas de reduzir o tempo em que o trabalhador permanece sentado. Esse desafio significa repensar a arquitetura, ter dinheiro para investir nisso e tentar mudar a rotina de trabalho. O investimento é caro. Só as mesas ajustáveis que permitem trabalhar sentado ou de pé podem custar centenas de dólares. O modelo atual comum, de fileiras de mesas de trabalho, que tem a vantagem de economizar espaço, não serve para os empregadores que querem um estilo mais ativo. Os que defendem um tempo maior de pé durante o trabalho afirmam que esta nova forma de trabalhar é benéfica não apenas para a saúde, mas também para a energia e criatividade dos funcionários. E muitas grandes companhias estão começando a levar a sério estas afirmações. A gerência das instalações da companhia americana GE na Grã-Bretanha está considerando a possibilidade de dar uma escolha aos funcionários. Alan Hedge, especialista em ergonomia é cético em relação à este tipo de mudança entre os trabalhadores. Alguns simplesmente vão querer continuar sentados e os que tiverem mesas ajustáveis poderão ter desentendimentos com os que permanecem sentados. Hedge acredita que os chefes deveriam estimular os funcionários a se mover mais dentro do escritório.

Brancos, Vagabundos, Assassinos e Racistas

Um relatório publicado pelo Southern Poverty Law Center, nos Estados Unidos, afirma que o site de supremacistas brancos e nazistas, Stormfront, é mais que propaganda antissemita e racista, e está vinculado à 100 assassinatos nos últimos cinco anos. Ainda segundo o SPLC, dez assassinos presos estão ligados ao Stormfront. Os alvos são judeus, negros, imigrantes africanos e latinos. Frazier Glenn Cross, preso na semana passada pelos três homicídios em áreas judaicas no Kansas teve seu ingresso no Stormfront recusado por desavenças com o líder supremacista branco. Há poucos dias a CNN revelou que as ideologias racistas de direita mataram mais gente nos Estados Unidos desde 11/setembro/2001 que a Al Qaeda. Foram 34 mortes na conta dos racistas contra 21 na conta da Al Qaeda.

Hitler no Brasil

A notícia de que cartazes comemorando o aniversário de Adolf Hitler foram colados em postes no centro da cidade de Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, correu o mundo. O incidente foi repercutido em mídias da Europa e de Israel, ainda que de forma tímida em comparação à abordagem dada a um caso semelhante acontecido em Milão, no norte da Itália.

Enquanto isso, a polícia de Itajaí declarou que pretende averiguar imagens das câmeras de segurança próximas à Igreja Matriz da cidade, para tentar identificar quem colou os cartazes nas imediações, na madrugada do último sábado, quando Hitler estaria fazendo 125 anos de nascimento. No cartaz constam a foto de Hitler e a frase "Heróis não morrem. Parabéns Führer". O cartaz traz ainda uma menção a um certo "White Front" (Frente Branca), que poderia ser um grupo de supremacistas arianos nos mesmos moldes da infame Ku Kux Klan. No entanto, não se pode afirmar que exista de fato uma "Frente Branca" organizada e atuante no Brasil. O que se tem de concreto é que o número de incidentes antissemitas na Europa vem crescendo assustadoramente nos últimos meses, o que poderia ter inspirado a criação de um grupo neonazista no Sul do Brasil.

O histórico de incidentes judeófobos no Sul e no Sudeste do Brasil é longo, embora até hoje se possa dizer que todos eles acabaram reprimidos pelas autoridades. E para nossa sorte, praticamente não há registros de ações violentas por parte dos simpatizantes do nazismo no Brasil, limitando-se a ações provocadoras como a de Itajaí. No entanto, isto não pode ser tomado como atenuante, principalmente quando se constata que a quantidade de páginas antijudaicas brasileiras nas redes sociais também aumentou muito.

pichação de hitler suicidando

terça-feira, 22 de abril de 2014

Palestinos querem opressão israelense

Notoriedades da Autoridade Palestina, encostam na parede, Israel e o mundo judaico, de forma inteligente e muito bem pensada para prolongar o conflito e não para resolvê-lo. A crise da Crimeia nos mostra quanto tempo leva uma região para se tornar independente nos dias de hoje. Historicamente, sempre que o processo de paz avança pelo lado israelense, tudo é jogado por água abaixo pelo lado palestino. Considere que a "Palestina" já foi declarada independente quando Haj Amin al-Husseini, voltou da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial e se radicou no Egito, apoiando ativamente o nazismo (antes, durante e depois da guerra). Ele era o "presidente da Palestina..." Posteriormente Yasser Arafat declarou a independência após ser expulso do Líbano e se refugiar na Líbia, onde sobreviveu a um desastre aéreo. O mundo não ligou. Agora, as notoriedades palestinas da vez ameaçam dissolver a Autoridade Palestina e entregar o controle total da Cisjordânia à Israel, retirando suas estruturas de governo e polícia, fazendo assim com que Israel e os judeus, se tornem, de fato, uma autoridade de ocupação. Isto é: Israel se encaminha para se retirar da Cisjordânia e os palestinos ameaçam: não saiam, fiquem aqui, cuidem de tudo, nos oprimam... Essa ameaça, caso concretizada, será a forma mais espúria encontrada pelos palestinos de continuar justificando a falta de patriotismo deles ao não declarar a independência de seu próprio Estado e forçando israelenses e judeus a pagarem o preço de serem os algozes dos palestinos. Todos os ramos do conflito que se alimentam do confronto e do embate que impede os israelenses de serem um país como qualquer outro, torcem para a concretização desta ameaça.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Israelenses querem ir para a Lua

Em 2007 a Google lançou um concurso ambicioso, o "X-Prize" (Prêmio X) para o primeiro grupo privado que conseguir aterrissar, ou melhor, alunissar um robô e operá-lo na superfície da Lua. A inscrição era pesada: 50 mil dólares, mas prêmio, tentadores 20 milhões de doletas. A inscrição ficou aberta até o final de 2010 e 33 equipes estão inscritas e trabalhando. Entre elas a SpaceIl, de três jovens engenheiros israelenses: Yariv Bash, Kfir Damari e Yonatan Winetraub. A SpaceIl também é uma ONG voltada à educação científica de crianças israelenses. Os projetos mais viáveis aprovados por Estados, e não por empresas privadas até hoje, giram de 30 a 100 milhões de dólares então os 20 de prêmio parece pouco. A regra permite apenas 10% do custo da nave com dinheiro público e ela precisa alunizar por conta própria se deslocar 500 metros, tirar e enviar fotos e vídeos de todos os ângulos. Os competidores precisam ainda alugar ou comprar seus foguetes lançadores, só existentes nos EUA, Rússia, China e França. A indústria aeronáutica e cientistas de universidades de Israel estão apoiando o projeto e quem sabe a engenhosidade de Israel leva mais uma. Em princípio o lançamento está anunciado para o segundo semestre de 2015.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Master Chef em Israel é árabe

A quarta temporada do reality show de culinária Master Chef de Israel terminou com a vitória de Nof Ataman-Ismaeel, árabe israelense com 32 anos de idade natural da cidade de Baqa al-Gharbiyye, cuja especialidade é a culinária árabe com uma visão moderna. E se você acha que Nof é uma cozinheira, enganou-se. Ela possui doutorado em microbiologia. Com o dinheiro do prêmio planeja abrir uma escola de culinária árabe-judaica. A audiência desta temporada, levada ao ar pelo Canal 2 foi de mais de 37% dos lares israelenses. Nof agora vai curtir a merecida fama e a vitória sobre outros 17 competidores, com seu marido e três filhos.

Israel começa a usar canhão a laser

Um dos sonhos dos cientistas militares, uma das visões dos escritores de ficção científica e uma daquelas coisas que todo mundo acha que nunca vai existir entra em ação militar daqui a poucos meses em Israel. Ainda no governo de Ronald Reagan, nos EUA os americanos definiram seu projeto da proteção contras os mísseis soviéticos, conhecido como Guerra nas Estrelas, como um grupo de satélites equipados com canhões de raio laser para abater os foguetes inimigos. Todo mundo achou maluquice e megalomania. A eletricidade necessária exigia reatores nucleares nos satélites e já sabemos que alguns satélites, inclusive russos, maiores que um ônibus e pesando algumas toneladas, com reator nuclear interno já até caíram. Então, não se sabe o que há lá em cima. Em 2007 a TRW americana mostrou um canhão antiaéreo a laser que falhou nos primeiros testes, mas ao longo dos anos foi funcionando, abatendo alguns mísseis intercontinentais de treinamento sobre o Pacífico. A TRW se uniu à empresa estatal israelense Rafael, num programa secreto para aprimorar a arma, que foi divulgado como um sucesso, alguns dias atrás.

A necessidade de Israel é aposentar o Domo de Ferro, que se mostrou espetacular e que nem americanos, nem russos, nem chineses jamais conseguiram produzir, devido ao custo de mais de 10.000 dólares por disparo e ao tempo muito longo necessário para recarregar o lançador, o que permitiria derrubar os primeiros 30 foguetes ou projéteis inimigos e depois disso, os outros passariam como o Hamas já testou e demonstrou algumas vezes.O novo sistema está sendo chamado de Raio de Ferro e á capaz de derrubar rapidamente grande número de projéteis muito pequenos como de morteiro e canhão, mísseis de média e baixa altitude, e qualquer aeronave, inclusive os pequenos não tripulados até 7.000 metros de altitude ou 7 km de distância. É um feito notável de engenharia e ótica, considerado impossível de realizar.Seus dados técnicos não foram divulgados. Ainda não sabemos quantos disparos pode efetuar, ou se apenas basta "ligara na tomada" e deixar o computador ir disparando os raios de luz fatais. A foto é de divulgação da Rafael.

Mas Israel é a terra das realizações impossíveis! O Raio de Ferro foi exposto na exposição aérea militar de Singapura em fevereiro e não chamou a atenção da mídia internacional. Este equipamento foi oferecido ao governo brasileiro como arma de defesa antiaérea para as Olimpíadas de 2016, mas parece não ter sido compreendido, optando o Ministério da Defesa por mísseis convencionais.

Antijudeu canta de galo em BH

O Atlético Mineiro anunciou a contratação do atacante francês Nicolas Anelka, que recentemente foi demitido do clube inglês West Bromwich por ter comemorado um gol com o gesto antissemita da "Quenelle". A contratação foi anunciada às 2h de domingo (06/04) através da conta de Twitter de Alexandre Kalil, presidente do clube mineiro, que deve escalar o jogador para a segunda fase da Taça Libertadores da América: “Anelka é do Galo”.

Nicolas Anelka tem 35 anos de idade e fez carreira em grandes clubes europeus. Atuou pelo PSG, Arsenal, Real Madrid, Liverpool, Manchester City, Juventus, Chelsea, entre outros. É o segundo jogador que mais movimentou dinheiro no futebol, atrás de Ibrahimovic: a soma de suas transferências já somaram mais de 135 milhões de euros.

Mas foi após se converter ao islamismo, adotando o nome de Abdelsalam Bilal, e ao celebrar com uma “Quenelle” um tento no empate em 3 a 3 contra o West Ham, no dia 28 de dezembro do ano passado, que Anelka enfrentou a sua maior crise. Como punição pelo gesto antissemita, ele foi punido pela Federação Inglesa de Futebol com uma suspensão por cinco partidas e multa de € 97,3 mil (R$ 311 mil). Posteriormente, Anelka teve seu contrato com o West Bromwich rescindido.

Apesar das críticas e punições, Nicolas Abelka jamais se retratou por conta da ofensa antijudaica que cometeu, e ainda reafirmou a sua admiração e amizade por Dieudonné M’bala M’bala (ambos na foto), criador do gesto da Quenelle e líder do maior movimento antissemita da Europa na atualidade. O fenômeno Quenelle foi abordado por MENORAH na sua edição de nº 653, de fevereiro de 2014

Urinando, defecando e andando

Meus queridos patrocinadores e leitores, não se assustem com o título deste editorial, nem tirem conclusões apressadas. Leiam até o fim e julguem após pensarem no tema e cristalizarem sua opinião. O assunto é sério.

Tenho tido a sorte e o apoio necessários para realizar trabalhos jornalísticos no exterior. Conheço perto de cem países.

Quem de nós, no Brasil ou no exterior, já não teve ma dor de barriga, não se sentiu apertado para fazer xixi e não passou algum sufoco em tais momentos?

Quem não, que atire a primeira pedra!

Sei bem que vontade de ir ao banheiro, não dá só em pobres ou em ricos. Dá também em remediados, em leiteiros e até em parlamentares. E pior, às vezes, acontece quando o dono da pança ou da bexiga, menos espera.

O mau hábito de se aliviar até no meio da rua, como por exemplo, na Índia e no Brasil, não se dá quando as administrações municipais mundo a fora constroem, até com verba privada em troca de espaços publicitários, banheiros públicos suficientes para atender a cidadania e, através da educação, chama atenção para o fato.

Este tipo de papo, em função de um país como o nosso que carece de escolas, de hospitais e de saneamento básico, parece meio idiota. Mas, absolutamente não é.

Com a idade chegando e após uma bem sucedida extração da minha vesícula, sou um sério candidato, assim como a minoria do povo brasileiro, a necessitar de banheiro público, sem prévio aviso.

Quero lembrar que estou na Croácia, país bastante menos aquinhoado pelo desenvolvimento e por riquezas naturais do que o nosso.

Surpreendi-me ao necessitar de banheiro público.

Primeiramente, os há na medida da necessidade das pessoas. Ninguém por aqui precisa se apertar ou ficar pedindo favores a botequineiros com cara de poucos amigos ou, ainda, entrar furtivamente em hotéis ou restaurantes para se aliviar.

Em seguida e, é aí onde reside a joia da coroa, por aqui os banheiros públicos são absolutamente bem cuidados, higiênicos e descentes. Dão banho nos franceses, nos italianos, nos espanhóis e nos portugueses, nem se fala.

Quanto aos banheiros de hotéis, de restaurantes, de bares e até de lojas que estão sempre disponíveis para quem precisa, são todos limpos, como é o banheiro de sua casa, depois que alguém o deixa com o aspecto de um brinco daqueles usados pela inglesa rainha Vitória antes dos bailes da corte.

Portanto, não é difícil copiar o que é fantasticamente simples de outras nações.
Basta que os vereadores ou os próprios prefeitos resolvam criar leis ou decretos obrigando os donos de banheiros que atendem a seus clientes e funcionários a mantê-los higienizados, correndo risco de serem fiscalizados e de pagarem pesadas multas.

Fiscais da saúde pública nas ruas e firmeza na conduta.

Está aí uma solução simples que atende a cidadania, sem necessidade de passeatas e quebra-quebras.

Com a palavra, a Casa de Leis Municipal que atende pelo nome de Palácio Pedro Ernesto, no caso da Cidade Maravilhosa.

Falei e disse!!!

Ronaldo Gomlevsky

terça-feira, 1 de abril de 2014

O maior hospital de emergência do mundo

oi inaugurado em Haifa, ao norte de Israel, o maior hospital de emergência do mundo. A lém do tamanho, o Centro Hospitalar Rambam impressiona também pelo fato de ser o primeiro hospital-fortaleza moderno, com subterrâneos capazes de abrigar até dois mil leitos em caso de guerra e até de ataques químicos e nucleares.

Em tempos de paz, o bunker servirá de estacionamento, com os atendimentos médicos ocorrendo normalmente na parte superior do complexo. “Trata-se de uma contingência inevitável, numa cidade onde todo o espaço é pouco”, explicou Michael Halberthal, diretor do Rambam: “Instalar um hospital subterrâneo é um desperdício de área utilizável e de recursos, por isso decidimos construir algo também muito necessário num hospital – um parque de estacionamento subterrâneo.

Neste caso, trata-se de um espaço que pode ser convertido em até 72 horas no maior hospital subterrâneo do mundo, com todos os serviços, inclusive os de oncologia, diálises e de maternidade”.

O coronel da reserva Amal Maadi, responsável pela unidade militar do hospital, sublinhou a importância de garantir aos pacientes um lugar seguro: “É muito importante, pois os pacientes podem ser atendidos sem receio dos bombardeios. A população pode assim sentir-se mais segura, sabendo que pode ser atendida por profissionais num lugar protegido”.

Espião do bem

O governo americano admite negociar a libertação de Jonathan Pollard, condenado em 1987 à prisão perpétua sob a acusação de espionagem, em troca de avanços nas negociações de paz entre israelenses e a Autoridade Palestina e da libertação por Israel de mais um lote de centenas de terroristas árabes condenados por crimes de morte. A libertação de Pollard, um cidadão americano de origem judaica, pode acontecer ainda antes do Pessach – a páscoa judaica –, de acordo com uma "fonte familiarizada com as negociações" citada pelo jornal Yedioth Ahronoth. Pollard foi acusado de ter repassado milhares de documentos sigilosos ao Serviço Secreto de Israel enquanto trabalhava como analista na Marinha norte-americana. Mas a sua libertação poderá também reavivar a ira da comunidade de serviços secretos dos EUA, onde muitos o consideram como um dos maiores traidores da História nacional.

Mesmo com a desmoralização total dos Estados Unidos nos casos de espionagem de inimigos e aliados, e de todas as pessoas que usam computadores ou smartphones, como revelado por Edward Snowden, o Pollard não foi solto. Quem o sistema judiciário norte-americano e seu departamento de estado acham que são para manter em prisão perpétua alguém que espionou?

Por sua vez, Pollard declarou que não aceita ser libertado dentro de um acordo para libertação de terroristas palestinos por Israel.

Malasian 370 e o hidroavião

Wally na versão brasileira ou Waldo na vesão original americana é um personagem infantil vestido com uma indiscreta camiseta de manga comprida listrada de vermelho e branco que se esconde em meio à multidões. O objetivo é achá-lo. O Boeing 777 da Malasian é o Wally da vez. Wally está sempre na cara das pessoas e dificilmente é visto. Normalmente a criança procura onde ele não está. As fotos dos mais diversos satélites focados apenas na possibilidade do voo ter sido para o sul, para o Oceano Índico e não para o norte, para os "paisequistões" da vida, mostram centenas e mais centenas de destroços, de tralhas e até contêineres marítimos inteiros vagando pelas águas.

Chegando lá, dias depois das fotos tiradas, os navios militares ou nada encontram ou o que encontram não pertence ao avião. Então, essa tralha toda na água pertence a quê? Vamos cair na lenga-lenga oficial de que são coisas atiradas nas águas por barcos de pesca? Quem sabe ainda são restos do tsunami devastador que atingiu a Indonésia anos atrás e continuam flutuando e carregados pelas correntes marítimas?

Mas uma coisa é certa: nenhum país do mundo possui equipamentos adequados para este tipo de busca, o que é um tanto quanto assustador. Desde antes da Segunda Guerra Mundial e pelos 35 anos seguintes, quase todos os países envolvidos no conflito possuíam hidroaviões e curto, médio e longo alcance, como o inglês Short Sunderland S25 da foto, avião construído em 1938.

Este tipo de avião tinha função transporte de soldados, de patrulha aérea sobre o mar de longa distância, identificando e combatendo submarinos, e principalmente, amerissando para resgatar sobreviventes de torpedeamentos e pilotos de combate abatidos. Este tipo de avião não existe mais e está fazendo falta nas buscas ao voo 370, pois poderia descer na região dos destroços visualizados e confirmar imediatamente o que eles são. Durante décadas a aviação comercial intercontinental era feita por aviões com esta configuração e no Rio de Janeiro, sua "pista e porto" era ali perto das Barcas, na Praça XV, exatamente onde hoje está o Clube da Aeronáutica. As instalações e embarque e desembarque de passageiros ainda existem.

Alah reúne os judeus para a matança

Abbas Zaki, um dos mais graduados líderes do Fatah (que domina a Autoridade Palestina), declarou durante um programa da tevê palestina que “Alá está reunindo os judeus em Israel para que nós possamos exterminá-los de uma só vez”. Ele disse ainda que os israelenses “são criaturas sem religião e sem princípios, sendo um instrumento avançado do mal”. Abbas Zaki é um dos assessores mais próximos de Mahmoud Abbas e é o responsável pelo diálogo da AP com o mundo árabe e a China. Recentemente foi divulgado por Ron Huldai, presidente da Câmara de Tel Aviv, que Israel está assistindo nos últimos anos “uma nova onda de imigração em proporções nunca vistas senão nos anos que precederam a independência de Israel”.

Exclusivo: o presente que a seleção da Croácia irá dar ao Brasil na Copa


Foto de Ronaldo Gomlevsky

A reportagem de Menorah Rapidinhas, buscando informações quentes pelas ruas croatas de Zagreb, para ilustrar nossos milhares de leitores, descobriu que a seleção nacional croata antes do jogo inaugural da próxima Copa do Mundo, a ser realizado em São Paulo, no novíssimo estádio do Sport Club Corinthians Paulista, vai oferecer à CBF, através da entrega ao capitão da Seleção Brasileira, uma inusitada lembrança que vem a ser um belíssimo par de chuteiras produzido manualmente e batizado com uma linda e singela pintura da bandeira da Croácia, inserida na parte externa dos dois calçados. O curioso é que os sapateiros, que utilizaram o mais fino e macio couro para confeccionar a mão estas duas pérolas, são conhecidos como os mais competentes produtores de sapatos feitos sob medida em toda a região dos Balcãs. Um exemplar de suas joias não custa menos do que dois mil kunas, ou seja, cerca de trezentos euros ou mil e duzentos reais.

Na foto, em primeira mão e com exclusividade para Menorah Rapidinhas, com o "mimo" nas mãos, Gordan Zugic, o artesão dos sapatos da Strugar Sapatos Sob Medida, ele, responsável ela confecção deste belo "souvenir", que se Deus quiser, ficará para sempre guardado na sede da CBF, ao lado da taça que a Seleção Brasileira não deixará sair do Brasil.

Revolta no Inferno

Estou na cidade de Split, na Dalmácia, no sul deste lindo, diversificado e complicado país que é a Croácia. Tudo em função de sua história e por causa da atitude da maioria de seus cidadãos, que teima em varrer certos fatos para debaixo de seus tapetes mais pesados.

Talvez este seja um tema desconhecido para muitos aí do meu Brasil, que não costumam aprender muito sobre o que ocorreu aqui durante a Segunda Guerra Mundial. Mas aqui, na Croácia, se desenrolaram algumas das passagens mais terríveis daquele conflito. Isso, no entanto, ainda é um tabu por aqui. E os croatas evitam ensinar esta História (com agá maiúsculo) às suas crianças.

Mas as vítimas e seus descendentes – comunidade judaica, os sérvios, os gays, os inimigos do regime nacionalista iniciado em 1941 e os ciganos – jamais esquecerão ou deixarão que se apaguem os registros do que ocorreu naqueles anos.

Aqui surgiu um movimento político extremista chamado Ustaše (pronuncia-se “ustáche”) após a ocupação da antiga Iugoslávia pelo Eixo. A Ustaše foi financiada por Hitler e funcionou como um preposto dos grupos de extermínio, cuidando dos campos de concentração e neles usando métodos ainda mais cruéis do que os utilizados pelos alemães nos demais campos da morte.

Hoje eu tive uma oportunidade única, que me foi concedida por um jovem judeu de 93 anos de idade. Isso mesmo, noventa e três anos de idade! Josua Abinum nasceu em 1920, foi preso pelos fascistas croatas e deportado para Jasenovac, um campo de extermínio no qual se matavam prisioneiros com machados, facas e martelos, com os carrascos olhando-os nos olhos.

Este meu novo amigo só escapou de Jasenovac porque fez parte de uma rebelião. Mas isso só depois de ter visto seu pai ser assassinado pela máquina criminosa e tresloucada criada pelos nacionalistas croatas, com a finalidade de "limpar" etnicamente o país.

O mais emocionante do caso em foco é que este judeu, tendo sido um dos poucos (91 pessoas) que escapou com vida do inferno de Jasenovac, foi testemunha em diversos processos movidos pelos novos governos tanto da antiga Iugoslávia, quanto da atual Croácia, tendo fortemente contribuído para colocar na prisão, todos os seus algozes que foram alcançados pela justiça, incluindo-se neste rol, o comandante do campo de morte já citado linhas acima.

Contarei esta história na íntegra, assim como muitas outras, na MENORAH de abril, na nossa edição especial de Pessach, a Páscoa Judaica.

* * *

Mas eu quero falar também de Brasil. E de Rio de Janeiro. Pois escrevo tudo isso às vésperas das eleições que acontecerão tanto no país quanto na Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ). Sempre lembrando que só podemos viver com liberdade em regime democrático.

Um regime democrático é aquele no qual os direitos e os deveres são iguais para todos, sendo o mais importante deles o direito às oportunidades, através da educação, sem exclusões.

Aproveito para lembrar aos "geniais" ideólogos ora existentes na FIERJ que de nada vale uma eleição sem publicidade, sem candidaturas pré-definidas ou sem data marcada e divulgada ao público. Eleições assim acabam esvaziadas, como esvaziadas foram todas as últimas eleições da FIERJ.

O Departamento de Comunicação da Federação está aí para divulgar os candidatos e suas plataformas para que possamos escolhê-los criteriosamente. Já está passando da hora dos "poderosos" cumprirem o seu papel, ao invés de enrolar os judeus do Rio com receitinhas, clipes e colunismo social barato.

Em plena Era da Comunicação Eletrônica, de nada valem as ferramentas que a FIERJ tem nas mãos, se não quer ou não as sabe utilizar.

* * *

Enfim, aguardem pela MENORAH de abril sobre os judeus da Croácia, que vem a ser o país cuja seleção de futebol participará da abertura da Copa do Mundo de junho, enfrentando o Brasil. É um trabalho espetacular que está ficando mais do que fantástico. Será mais uma daquelas edições para guardar e mostrar para a família e para os amigos.

Vale a pena esperar!

* * *

Legenda da foto: Ronaldo Gomlevsky em Split na Croácia, com mais um de seus amigos: o judeu Josuá Abinum, revoltoso e sobrevivente do campo de morte nacionalista croata de Jasenovac.

Ronaldo Gomlevsky

terça-feira, 25 de março de 2014

A vergonha do lixo no Everest

Você sabia que o Monte Evereste tem recebido o apelido de 'o maior lixão do mundo'? Ao longo das últimas seis décadas, estima-se que 50 toneladas de lixo foram deixadas por visitantes no monte. Essa é a consequência do montanhismo turístico que cresce a cada ano. Mais de 3 mil pessoas estiveram no topo do Monte Everest desde que, há 60 anos, ele foi escalado pela primeira vez. Anualmente, centenas de alpinistas galgam seus 8.848 metros de altura. Essa expansão da indústria do montanhismo turístico está causando grande impacto ambiental na região. Segundo autoridades nepalesas, o número de visitantes no Parque Nacional de Sagarmatha, onde o monte se localiza, triplicou nos últimos 20 anos. Com isso, aumenta também a quantidade de lixo deixada nas encostas: embalagens de alimentos, equipamentos de escalada, tubos de oxigênio – e até mesmo os corpos de alpinistas que morreram ao longo do percurso. As temperaturas negativas impedem a biodegradação do material.

O Ministério do Turismo do Nepal resolveu agir. A partir de abril, todo alpinista deve trazer de volta ao campo de base, no mínimo, oito quilos de seu lixo pessoal e entregá-los às autoridades no local. Estima-se que esta seja a quantidade de resíduos que um alpinista exausto descarta pelo caminho. Para Pasang Sherpa, secretário-geral da Associação Nacional de Guias do Nepal, faltam instruções mais claras. "Não está claro quantos dias depois do início da subida do Monte Everest temos que trazer o lixo de volta. E eles não dizem o quanto deve ser trazido para cada campo. Há muitos campos em diferentes alturas, e é preciso saber quanto devemos devolver a qual campo", explica Sherpa.

Israel reiventa a roda

Depois de uma fratura de pélvis que o colocou numa cadeira de rodas por algumas semanas, o fazendeiro israelense e inventor Gilad Woolf ficou irritado com as pancadas das rodas de sua cadeira, com a dificuldade de superar obstáculos e os impactos que sofria nas costas. Ficou determinado a criar um sistema de suspensão que amortecesse os impactos. A ideia inicial foi de um acento com amortecedor a ar como existe nos caminhões e tratores modernos, mas não deu certo. Então a saída foi reinventar a roda. Levou seu projeto para uma incubadora de tecnologia média, a Rad BioMed Accelerator e junto com uma equipe de especialistas foi desenvolvido o produto SoftWheel (Roda Macia). Foram três anos de trabalho para chegar a esta configuração que você vê onde os aros normais de uma roda foram substituídos por amortecedores. O aro não é rígido como nas rodas que conhecemos até hoje e o sistema se desloca absorvendo as pancadas, voltando ao formato circular imediatamente. Foram necessárias sete patentes para proteger esta tecnologia que já está sendo aplicada também em rodas para bicicletas e pretende revolucionar o conceito de Mountain Bikes.

Judeus franceses contra o antissemitismo

Nosso leitor Eiran Kreimer nos relata nos conta como foi a passeata contra o antissemitismo em Paris, no segundo aniversário do Massacre de Toulouse.

Leia matéria completa em nosso site

Cristãos Árabes protestam contra o Islã

150 cidadãos cristãos árabes-israelenses fizeram um protesto no último domingo (23/03) em Tel Aviv, contra o silêncio da União Europeia (UE) em relação às perseguições que os cristãos vêm sofrendo em todo mundo islâmico. O ato foi realizado em frente ao local onde uma delegação da UE se encontra hospedada em Israel. Os manifestantes exigiram que a UE deixe de ignorar os clamores por direitos humanos para os cristãos, que estão em vias de extinção em todo Oriente Médio, menos em Israel.

Para o padre Gabriel Nadaf, da Igreja Ortodoxa Grega de Nazaré e um grande defensor do alistamento cristão nas Forças de Defesa de Israel, "Israel é uma casa bastante acolhedora para os cristãos". Já Shadi Halul, organizador do protesto, declarou: "Vimos no passado como o mundo ficou em silêncio enquanto seis milhões de judeus foram massacrados. Aqui em Israel, onde temos total liberdade de culto, proteção e uma vida normal, decidimos gritar e clamar à União Europeia para proteger os direitos humanos em Israel e em todo o mundo. Tornamo-nos ativo para não repetirmos os erros do passado. Recebemos constantemente relatórios de nossos irmãos cristãos em todo o Oriente Médio implorando por ajuda, com inveja de nossa condição de cidadãos israelenses".

Na semana passada, o grupo enviou uma carta ao embaixador da UE em Israel e a outros 18 embaixadores ocidentais protestando contra as suas omissões: "Nós membros do Lobby Cristão em Israel, achamos apropriado procura-los para exigir um posicionamento sobre os direitos humanos dos nossos irmãos cristãos em todo o Oriente Médio. Os massacres; as perseguições; a discriminação; o apartheid; a limpeza étnica e todos os crimes cometidos contra os povos cristãos nativos do Oriente Médio no Egito; na Síria; no Iraque; na Faixa de Gaza; no Líbano e pela Autoridade Palestina, entre outros, continuam a serem cometidos sem que haja quaisquer intervenções por parte dos países ocidentais. Voltamo-nos para aqueles que representam os países do Ocidente, onde os valores dos direitos humanos e dos cidadãos são uma bandeira. Levantem-se e ajam", afirma o manifesto.

Na Carta, o grupo acusa a UE de adotar um padrão duplo de comportamento e de moral em relação ao Estado Judeu: "A falta de iniciativa dos países europeus contra este quadro demonstra a hipocrisia do Ocidente em relação ao Estado de Israel, a única nação democrática do Oriente Médio e que proporciona liberdade de religião, respeito aos direitos humanos e direito de autodefesa para todas as minorias religiosas e étnicas. Não temos dúvidas de que o lugar mais seguro e mais livre para os cristãos, assim como para as outras minorias presentes no Oriente Médio, é o Estado de Israel".

Um recente estudo publicado pelo "London Daily Telegraph" prevê que o cristianismo corre o risco de ser extinto em praticamente todos os locais bíblicos do Oriente Médio. 10% dos cristãos em todo o mundo – cerca de 200 milhões num universo de 2,3 bilhões de pessoas – são perseguidos ou oprimidos por conta de suas crenças religiosas

Onde santos de porcelana não existem mas milagres sim

http://youtu.be/bMm8wWNo7cA

A força da Natureza para os céticos. A mão de Deus para os crentes. Pouco importa a explicação. O fato é que em Israel a união da Ciência com a Fé vem gerando verdadeiros milagres. Muito já se fala nas técnicas de fertilização e de racionalização da água que possibilitaram o cultivo de grandes áreas desérticas. Mas ainda há muitos desafios para a agricultura e a ecologia no Estado Judeu. Desafios estes que, por vezes, testemunham acontecimentos maravilhosos.

Por exemplo, o momento em que um rio renasce depois de muitos anos totalmente seco. Aconteceu no início deste mês, em pleno Deserto do Neguev, quando o Rio Zin ressurgiu graças às chuvas intensas ocorridas próximo de sua antiga nascente, na Cratera Ramon, que fica a 85 kms. da cidade de Be'er Sheva, no sul de Israel. Em seu curso original, o Rio Zin deságua no Mar Morto, na região norte de Israel.

O renascimento do rio já era aguardado, e os moradores e turistas do Neguev passaram a aguardar ansiosamente pela chagada das águas. Um cinegrafista amador registrou o momento em que a corredeira retomou o leito seco do rio e fez ressurgir uma cachoeira. O fenômeno deixou as testemunhas em estado de êxtase, conforme pode ser visto e ouvido no vídeo abaixo.

Poder de um milagre ou força na natureza? Você escolhe a melhor explicação. Mas de acordo com as palavras de David Ben Gurion – um judeu totalmente afastado da religião – "Em Israel quem não acredita em milagres não é realista".

MENORAH RAPIDINHAS INSTITUCIONAL

A FIERJ publicou na semana passada uma nota sobre uma ação criminal movida contra o deputado estadual Carlos Minc e contra os Sr. Osias Wurman. De acordo com a nota, ambos estão sendo acionados judicialmente por conta de uma representação junto ao Ministério Público movida por um cidadão que contesta a constitucionalidade da lei de dispensa de ponto dos servidores públicos estaduais judeus durante os Yamim Tovim (Pessach, Rosh Hashaná e Yom Kippur). A lei em questão foi aprovada pela ALERJ e sancionada pelo governador Sergio Cabral Filho.

O autor do processo é o mesmo cidadão que recentemente se celebrizou por tentar revogar nada menos que a Lei Áurea, e garantir indenizações aos descendentes de ex-proprietários de escravos, "espoliados" pelo ato da princesa Isabel em 1888. Uma rápida busca pela web nos permite descobrir que o elemento é citado positivamente por sites integralistas.

Vale lembrar que o autor original da lei ora contestada é o nosso editor-chefe Ronaldo Gomlevsky. Quando vereador, em 1989, Gomlevsky foi o autor da primeira lei que garantia o direito de dispensa por razões religiosas. O benefício adquirido pelos judeus cariocas foi ampliado em 1997, através de um projeto da deputada estadual Graça Matos e sancionado pelo então governador Marcello Alencar, que estendeu o direito à celebração dos feriados judaicos ao âmbito estadual. Infelizmente, a nota da FIERJ se esqueceu de citar isto.

É preciso deixar muito claro que a principal bandeira de luta de MENORAH é o combate sem tréguas ao antissemitismo. E colocamos isto acima de quaisquer questões.

E é por isso que estamos irmanados com todos os envolvidos no processo. Inclusive ao Sr. Osias Wurman, apesar do fato de este ser nosso adversário autodeclarado. Ainda assim, deixamos de lado, momentaneamente, as nossas diferenças para nos solidarizar com ele. Além disso, colocamos à disposição de todos o nosso aparato jornalístico, com mais de 300 mil seguidores semanais por rádio, TV, internet e através de nossa revista mensal. Estamos prontos para defender a FIERJ, o nosso amigo de sempre deputado Carlos Minc e o Sr. Wurman contra qualquer inimigo antissemita. Inclusive na Justiça, caso venham mesmo a se tornarem réus.

Voltando à questão da lei dos feriados judaicos, uma das questões alegadas para a sua derrubada se baseia no fato de que tal benefício só "privilegia" os judeus, deixando de lado os outros grupos religiosos e suas datas sagradas. No entanto, na época da lei proposta por Ronaldo Gomlevsky, as demais comunidades religiosas eram incipientes e desorganizadas. O então vereador Gomlevsky apenas cumpriu com a sua obrigação de representante político dos judeus cariocas, abrindo caminho para que os representantes de outras comunidades o imitassem. Foi o que aconteceu.

Um exemplo disso foi a instituição do feriado de Zumbi dos Palmares, em homenagem à cultura afro-brasileira. E se um dia algum parlamentar propuser o abono de ponto aos servidores muçulmanos no último dia do Ramadã, tal iniciativa será prontamente aprovada, dentro do caminho iniciado em 1989.

Judeus, negros, muçulmanos... Somos todos iguais. E pagadores de impostos. Nada mais justo que nos irmanemos nos direitos, posto que somos iguais em deveres. E torcemos para que estes saiam em defesa dos judeus, neste momento em que um direito básico pode nos ser arrancado por força de uma chicana jurídica.

Quem não vive para servir, não serve para viver.

O Império Romano e os piratas

Lá pelos idos 70 AEC, ou seja, há mais de dois mil anos, certas rotas utilizadas pelos romanos e seus parceiros comerciais, em diversos mares, por anos a fio, se encontravam lotadas de piratas que abalroavam as embarcações romanas, lhes roubavam a carga e em muitas oportunidades, matavam todos os seus tripulantes.

O Senado romano resolveu acabar com esta situação que causava enormes prejuízos aos cofres do império e nomeou Pompeu, na época, o mais vitorioso de seus generais, acostumado a batalhas em terra e marítimas para cuidar deste caso.

Este homem, afeito às coisas do mar e muito experiente em relação aos assuntos da guerra, dividiu os mares infestados de bandidos, nomeou responsáveis por cada pedaço daqueles caminhos marítimos e partiu para o combate, obtendo significativas vitórias e, consequentemente, livrando aquelas águas de malfeitores e rapidamente garantindo a pacificação das rotas cujo resultado foi um enorme incremento para os negócios realizados com além mar.

Modus in rebus, como diriam Sulla, Catilina, Crasso ou Cicero, se nós analisarmos o que vem se passando na orla e no seu entorno, na região da Zona Sul do Rio de Janeiro, com assaltos praticados de dez em dez minutos por gangues de bicicleta e pelas já conhecidas turmas das bermudas, compostas ambas por adolescentes menores que não podem sequer ser tocados e que ao serem como se diz agora, acolhidos, voltam no dia seguinte para praticar mais e mais delitos, chegaremos rapidamente à conclusão de que estamos perto de dois mil e oitenta anos atrasados com relação à solução desta questão.

Como sugestão, deixo para o meu queridíssimo prefeito, a ideia de primeiro criar uma secretaria especial sob o comando do nosso jovem e reconhecido bom xerife, Rodrigo Bethlem, para cuidar deste assunto, assim como o fez Pompeu por delegação do Senado Romano no caso dos piratas, para que este, em seguida, articule a nossa honrosa e prestimosa Guarda Municipal para que patrulhe os quarteirões que vão do Leme à Visconde de Albuquerque, com atenção também nos quarteirões interiores, através de homens de bicicleta, organizados de dois em dois, ao número de quatro por quarteirão, munidos de cassetete e apitos para comunicação inteligente através de códigos pré estabelecidos.

Certamente, como os romanos em relação aos mares, nós também ficaremos livres desses criminosos que ao fugirem das UPPS, ganharam o asfalto e estão infernizando a cidadania, sem que se possa afirmar que haja algum esforço específico para resolver esta situação que coloca a cidadania à mercê da vagabundagem.

Sei que este assunto não se resolve apenas com repressão. Sei que é fundamental colocar esta turma nas escolas e oferecer-lhes oportunidades. Enquanto isso não acontece com a rapidez que desejamos, não vejo outra saída do que a defesa do cidadão que, desarmado por lei, está sendo desafiado moral, física e mentalmente e está perdendo este combate.

Que venham os guardas municipais, armados de táticas e estratégias inteligentes.

Defender o idoso, o jovem, inclusive o adulto de uma epidemia como esta que estamos vivendo nas nossas barbas, também é uma das tarefas do estado.

E, na opinião de quem está sofrendo nas ruas, é tarefa das mais urgentes.

No andar desta carruagem, o que vira a ser dos turistas estrangeiros que por aqui chegarem para aproveitar nossos eventos internacionais. Enfim, o que será da imagem do nosso Rio, aqui fora, vez que me encontro na Croácia, verificando se eles podem nos vencer na abertura da Copa e fazendo aquela já tradicional radiografia de sua comunidade judaica, que estará nas mãos de nossos leitores, no finalzinho de abril.

Ronaldo Gomlevsky

terça-feira, 18 de março de 2014

Judeus no Brasil

07-notaSinagoga Shaar Hashamaim de Belém do Pará em belíssima foto de Moisés Unger

A lei do deputado federal Marcelo Itagiba criou esta data para lembrar a imigração e contribuição judaicas ao Brasil, como já existia para outras etnias de imigrantes.

Será que você faz idéia das fases desta imigração ou se contenta com as notinhas institucionais deturpadas publicadas por aí?

Não havia judeus no Brasil até 1810 quando Portugal aboliu a lei que proibia os judeus de morarem em Portugal desde o final do século 15. Além de terem sido expulsos de Portugal, foram expulsos ou proibidos de residir em todas as terras do gigantesco império português. A partir de 1810 começam a chegar ao Rio de Janeiro os judeus da Inglaterra. No final das contas, pouco mais de 70 deles repousam no Cemitério dos Ingleses, na Gamboa, zona portuária do Rio, que era quase a beira mar na época.

Entre o "descobrimento" do Brasil e 1810, por trezentos e dez anos, recebemos um número muito grande de cristãos-novos, que construíram nossa nação junto com os cristãos-velhos, índios e escravos. A definição de ser cristão-novo ou descendente deles, não significa ser judeu. Caso fossem, não poderiam residir no Brasil.

Na visitação do inquisidor Heitor Furtado de Mendonça, no final do século 16, ao confeccionar seu relatório, faz menção à denúncias da existência de uma sinagoga (esnoga) na região de Camaragibe, cujo rabino seria Tomas Lopes, um cristão-novo. Na mesma visitação houve a denúncia contra Jorge Dias de Caja, um comerciante de Olinda, que seria um erudito e rabino. O jesuíta Furtado de Mendonça, entretanto, nada encontrou ou nada quis encontrar e esta estória se encerra sem desfecho algum.

A grande exceção aconteceu após a invasão holandesa do nordeste do Brasil. Foi uma guerra verdadeira entre holandeses e portugueses. Numa carta de 12 de agosto de 1636 ao governo holandês, os judeus do Recife afirmam que estavam construindo uma sinagoga e Symon Drago, comprou um "sefer" torá (rolo da torá), em 1633, em Amsterdã e trazendo-o consigo para o Recife

Ao contrário do que a história mal contada dos judeus no Brasil afirma e as pessoas repercutem por aí, não havia uma sinagoga do Recife holandês: havia duas. A mais antiga era a Congregação Maguen Abraham, na Ilha de Antônio Vaz (hoje bairro de Santo Antônio) fundada em 1637. Funcionava na casa de Joshua de Haro. Provavelmente é a tal sinagoga que consta da tal carta de 1636. Diz-se que aquele templo servia a judeus mais velhos que não conseguiam ir de barco à sinagoga principal, a Kahal Zur Israel (existente até hoje). A torá de Symon Drago, quase certamente, foi a torah daqueles judeus. O rabino Isaac Aboad da Fonseca, cujo nome correto é Abouhav, chegou apenas em 1641 e atuou na cidade até 1654.

Junto com ele veio da Holanda o pouco conhecido, Jehosuha Velozino, considerado um "chacham" (erudito nas leis judaicas) e ambos trabalharam juntos. As duas sinagogas se uniram em 1648. A Kahal Zur Israel atual não é o prédio original onde ela funcionava no sobrado, e onde havia duas lojas no térreo. O prédio atual foi construído por um comerciante português em meados dos século 19. Quando os holandeses foram expulsos do Brasil, 27 daqueles judeus foram com um grupo para o que hoje é Nova Iorque e o restante inteiro da comunidade voltou para a Holanda. O rabino Abouhav construiu a magnífica Sinagoga Portuguesa de Amsterdã, se tornou um dos maiores cabalistas da Europa, passou a seguir o falso messias Shabetai Tzvi levando consigo quase todos os judeus holandeses. Faleceu antes que Shabetai Tzvi, o tal falso Messias se convertesse ao islã, além disso, dar uma banana aos seus seguidores judeus. A principal sinagoga de Safed, em Israel, homenageia Abouhav da Fonseca.

Ambas situações envolvendo Holandeses e Ingleses são pouco lembradas neste dia. Lá pelos anos 1810 chegam os judeus marroquinos na Amazônia. Anos depois, parte viria ao Rio. Em 1829 estava fundada em Belém a sinagoga Shaar Hashamaim (Porta do Céu), cujo prédio atual é de 1947 (na foto). Judeus marroquinos de Belém também vieram para a capital, o Rio de Janeiro e junto com outros ahskenazitas de diversos países compunham a mínima comunidade judaica do Rio de Janeiro, e constituiram a primeira sinagoga do RJ em 1863, a União Israelita do Brasil (atual Shel Guemilut Hassadim). Posteriormente ainda no século 19 recebemos alemães e franceses (os quais constituíram uma sinagoga na Lapa). Os russos começam a chegar nos anos 1910, fugindo do Czar, e após a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa se intensifica a chegada de judeus dos vários países envolvidos no conflito, inclusive judeus nascidos na Palestina. É também o momento da imigração para as colônias agrícolas do ICA no Sul do Brasil. É bom lembrar que o grande foco era a Argentina e muitos judeus somente se estabeleceram no Brasil após não conseguirem se estabelecer na Argentina, onde o "mercado" já estava saturado.

No entre guerras a imigração europeia, a árabe e a turca continuam, vários alemães fugindo do nazismo chegam a partir de 1933 e após a Segunda Guerra Mundial o país recebe sobreviventes do Holocausto em pequena quantidade. Para os sobreviventes de antes e depois do Holocausto, houve muita incompreensão e até mesmo recusas criminosas, por parte do governo Vargas, em barrar sua entrada no Brasil. Após a criação de Israel com a expulsão dos judeus dos países árabes, o Brasil acolhe sua última onda de imigrantes judeus: uma parte da comunidade egípcia, principalmente judeus do Cairo, inclusive líderes comunitários de lá em uma negociação na Itália intermediada por Sarah Kubitschek, cuja história completa é objeto do livro, "Noites de Verão com Cheiro de Jasmim" (Editora FGV, 2008).

Morre um herói de Israel

Morreu aos 80 anos Meir Har-Zion, considerado como o maior soldado da história de Israel. A coragem e a ousadia de Har-Zion ao longo de toda a sua trajetória militar lhe rendeu uma comenda por bravura. Ele foi um dos fundadores do legendário Esquadrão 101, a unidade de elite do Exército de Defesa de Israel liderada por Ariel Sharon que retaliou inúmeros ataques terroristas ao agir infiltrada em territórios inimigos. Para Sharon, falecido recentemente, Meir Har-Zion era "a elite da elite" dos guerreiros de seu país. Moshe Dayan, general e ex-Ministro da Defesa, certa vez o chamou de "o melhor soldado que já surgiu no nosso exército". Para Benjamin Netanyahu, atual Primeiro-Ministro, "[Meir] era um dos nossos maiores heróis, um guerreiro cheio de amor à terra e a seu povo". Já Shimon Peres, Presidente de Israel, o definiu da seguinte forma: "Não havia ninguém mais valente do que ele". Em uma enquete realizada por um jornal local em 2005, Har -Zion ficou em 15º dentre os 200 maiores israelenses de todos os tempos. Meir Har-Zion morreu repentinamente em seu rancho, no Vale do Jordão.

Diagnóstico eletrônico de doenças

Se você assistiu à série ou aos filmes, principalmente em meados dos anos sessenta e início dos setenta deve ter ficado encantado com as traquitanas médicas visionárias, como leito monitorado sem fios (na época não havia leitos monitorados e hoje é o que tem de mais comum, só que com fios), pistolas de inoculação (numa época em que as injeções eram com agulhas, mas tais pistolas de vacinação entraram no mercado ainda em meados dos setenta), e os diagnósticos imediatos de problemas de saúde e doenças. Ainda não temos. Ou será que temos? A empresa Azure PCR, uma startup israelense, liderada por Aron Cohen (na foto) afirma que temos. Para realizar análises instantâneas é preciso retirar o DNA do paciente de uma amostra de urina ou sangue, e este DNA precisa ser testado. Ambas tecnologias já existiam antes da Azure PCR. O que essa empresa criou é o sistema de análise eletrônica do DNA. Com uma unidade destas operacional, o diagnóstico poderá ser dado por qualquer pessoa, não exigindo profissional de saúde, o que pode ser decisivo nas áreas pobres do mundo. A Azure PCR vem trabalhando na questão desde 2010 em conjunto com a Harvard Medical School, e o serviço nacional governamental de hospitais da Inglaterra. O que eles fazem é testar os pacientes com o equipamento digital e comparar com as análises laboratoriais para validar os resultados. A precisão é altíssima para gripe suína, hepatite B e várias outras doenças virais ou bacterianas. Mais de meio milhão de amostras já foram testadas. Parece que os dias do "Doutor House, o adivinhador médico", estão com os bits contados.

Israelenses não entendem máscaras da Amazônia

A exposição de máscaras feitas por artesãos brasileiros provocou pânico entre os frequentadores de um museu de arte em Jerusalém. Os curadores da mostra resolveram fixar as máscaras folclóricas em uma sala escura, com paredes pintadas de preto e com um globo de luz estroboscópica (iluminação de boate) no teto. Com a dança das luzes, as máscaras pareceram ganhar vida e acabaram provocando reações assustadas. Quando um grupo escolar estava visitando a sala das máscaras, uma criança gritou "eles estão vivos". Com o tumulto generalizado, o diretor do museu Jim Bryber tentou interceder, e apanhou uma das peças em exposição para mostrar às crianças que tudo não passava de arte. Mas ao vestir a máscara, o diretor apenas aumentou o pânico entre as crianças. Beverly Waxstein, assistente do diretor do museu, explicou ao jornal israelense "The Jerusalem Post": "Foi terrível! A multidão pensou que ele fosse um demônio, um morto-vivo". O mesmo jornal definiu as máscaras brasileiras em exposição como "dementes e doentias". A mostra foi cancelada e o museu permanece fechado até segunda ordem. .

As sete vidas de Félix, o gatinho

Félix não nos deixa. Ele está mais vivo do que nunca. Mas qual é a característica mais aguda de Félix?.

É que ele não consegue viver sem fazer mal a alguém.

Ainda que em vias de regeneração, exigida até pelas instituições às quais serve com sua máscara, ele sempre tem suas recaídas.

Por que Félix faz mal às pessoas? Por que ele é mau?

Não, claro que não. Faz mal porque é doente! Vive de perseguir e ser perseguido. Aí está o seu norte. Usa todo e qualquer ser humano para alcançar seus inconfessáveis objetivos.

Se olha insistentemente no espelho, gosta da própria voz e se acha um grande poeta, ainda que pouco letrado!

Se você o comprar pelo preço que ele pensa que vale e vendê-lo pelo que ele realmente vale, você vai à bancarrota!

Félix persegue todos aqueles que, porventura, possam atalhar seu caminho. A cada dia mais sai do armário, porém ainda resta uma perna do lado de dentro. Assumir sua porção gata, pode melhorar seu astral de gatinho mal amado. Está perdendo tempo de vida, na gaveta.

Incompetente para se desempenhar com qualidade em qualquer incumbência mais séria, vide seu retrospecto, usa o terror, as armações, as mentiras e a chantagem para colocar as pessoas a seus pés. Muita gente cai. Outros, nem ligam para seus ataques de pelanca. Ainda consegue enganar a uns poucos que imaginam se beneficiar com suas perversões. Sua mais corriqueira ação está em apontar o dedo, até em direção a quem um dia lhe deu a mão. Até contra quem o tirou do nada e o colocou na ribalta! Gratidão não faz parte de seu vocabulário.

Fala mal das pessoas, as ridiculariza, faz piadinhas a seu respeito, tudo com o intuito de dar vazão a seu conhecido complexo de inferioridade. Inventa defeitos os quais seus adversários não possuem e tenta pregá-los em quem por descuido passou por seu caminho.

Há gente que foge dele, mas, ainda assim, é obrigada a se deparar com sua figura, uma vez que ele não descansa. Acostumado a ser "amigo" de quem pode de alguma maneira facilitar sua vida, basta que se sirva do tal alguém, leve alguma vantagem e suba mais um degrau na disputa por espaço que, imediatamente, ele esquece do passado, quando ele nada mais era do que um pobre e triste desconhecido menininho travesso acomodado nos negócios do papai.

É uma pena que as televisões e a mídia falada e escrita ainda coloquem no ar este tipo de personagem que não faz bem para ninguém.

O pior é que está cheio disso por aí na vida real.

Félix aponta o dedo e pronto! Dos atributos que o nosso "doidinho" não conhece, um é a dignidade. Também não conhece respeito ao próximo e amizade.

Prefere não se comprometer a ter de se mexer para defender alguém que caiu, independentemente da história. Ter sua vítima do momento razão ou não, para Félix, não é o que interessa. O ponto está em que vantagem pode auferir. Sempre quer ganhar. Custe o que custar.

Enfim, Félix está aí, em todos os lugares, no Rio, em Vassouras, em Teresópolis, em Campos ou em Niterói. No Méier ou em Madureira. Na rua, na sua casa, no seu escritório, na sua esquina, no seu bairro, como quem não quer nada, mas lhe bajulando se precisar de você e lhe execrando a partir do momento em que consegue realizar o objeto de seu interesse imediato. Félix é sempre e sempre nocivo, ainda que, em muitas ocasiões, pareça ter se regenerado.

Cuidado com este tipo. Ele ataca na sombra. Quando você menos espera!

Quem não estiver vacinado contra ódio, pode ser mordido ou acusado e adoecer.

Ronaldo Gomlevsky

terça-feira, 11 de março de 2014

Parafusos de seda para ortopedia

Pela primeira vez no mundo, parafusos feitos totalmente de seda foram usados para tratar fraturas em cobaias. Uma equipe de engenheiros médicos da Universidade Tufts, em Massachusetts (EUA) e do Centro Médico Beth Israel Deaconess, também nos Estados Unidos, produziu 28 parafusos a partir de moldes nos quais foram colocadas proteínas obtidas de casulos de bicho-da-seda. Eles foram implantados nos ossos de seis ratos por entre quatro e oito semanas, ao final das quais eles já tinham começado a se dissolver. Os pesquisadores atribuíram o fato deles se dissolverem à fibra natural em sua composição. Atualmente, quando um osso é fraturado, placas e parafusos de metal são usados para religar e fixar as partes rompidas. Mas, além de serem rígidas e incômodas, essas peças geram risco de infecção. Em muitos casos, elas têm de ser removidas depois que a fratura foi corrigida, o que requer uma nova cirurgia. Por isso, a expectativa dos cientistas é que essas peças de seda venham a substituir as de metal. No caso da seda, além de sua composição e rigidez serem parecidas com as do osso, o fato dela ser absorvida pelo organismo torna o material promissor. "Queremos produzir uma série de aparelhos ortopédicos baseados nessa tecnologia para os casos em que não é desejável que as peças permaneçam no corpo", diz David Kaplan, cientista-chefe do estudo. Ele ressalta que esse tipo de material não interfere em aparelhos de raio x, não dispara alarmes e não gera sensibilidade ao frio como o metal.

Inclusão social no Exército de Israel


A jovem israelense Sivan Tzor é portadora da Síndrome de Down. Mas isso nunca a impediu de buscar superar todos os limites. Ela realizou seu sonho de entrar para o Exército e representou Israel nas Olimpíadas Especiais. Lá ela ganhou uma medalha de ouro. Desde 2008, 31 homens e mulheres portadores da Síndrome já ingressaram no serviço militar de Israel. Já no Rio de Janeiro, uma lei aprovada pelos deputados estaduais obrigando todas as escolas públicas e privadas a reservarem duas vagas em cada turma para portadores de Down, dada a recusa de estabelecimentos, públicos, privados e religiosos em aceitar estas crianças ainda possui resistência por parte da sociedade Fluminense. Explicando: as escolas seriam obrigadas a aceitar a matrícula normal de até duas crianças com Down por turma, podendo usar tais vagas normalmente caso ninguém se apresente para tais vagas.

Palestinos afirmam: não reconheceremos o Estado Judeu

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse que não há nenhuma chance de ele reconhecer Israel como um Estado judeu e de aceitar uma capital palestina em apenas uma parte de Jerusalém Oriental. A declaração de Abbas ecoou a decisão dos ministros de Relações Exteriores dos países da Liga Árabe, que rejeitaram a exigência de Israel de que os palestinos reconheçam o país como um estado judeu. De acordo com o comunicado dos ministros, o reconhecimento "minaria os direitos dos refugiados palestinos". Falando a jovens ativistas da Fatah, Abbas disse: "Não tem jeito. Nós não aceitaremos." O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse na semana passada que os palestinos deveriam reconhecer Israel como um Estado judeu para mostrar que eles são sérios sobre a paz. Esse foi o mais recente sinal de que, apesar dos sete meses de esforços de mediação do secretário de Estado dos EUA, John Kerry, grandes lacunas permanecem entre os dois lados. Abbas deve se reunir com o presidente dos EUA, Barack Obama, em Washington, em 17 de março, como parte dos esforços dos Estados Unidos para pressionar ambos os lados. Ele disse que a Organização para a Libertação da Palestina reconheceu o Estado de Israel, em 1993, e que isso seria suficiente. Para as lideranças palestinas, parece que o cenário dos judeus abandonando Jerusalém, com medo, carregando seus pertences em trouxas durante os distúrbios de 1929 é a imagem da solução ideal.